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      Wilfred Wong: 10% de visitantes do estrangeiro sim, mas não é para já

      Será possível fazer com que 10% dos turistas que vêm a Macau sejam estrangeiros, como o Governo quer? O presidente da Sands China, apesar de confiante, diz que é preciso ver esta meta (e investir nela) a longo prazo, mas que, para já, olhando para os resultados de Janeiro a Abril, as perspectivas são positivas,especialmente para a sua operadora, que está a conseguir aumentar a sua fatia do bolo do mercado de massas, bolo que não pára de crescer.

       

      Num excerto de uma entrevista à revista Inside Asia Gaming, o presidente da Sands China, Wilfred Wong, garantiu que a sua operadora e as outras concessionárias estão a fazer tudo para transformar a forma como estas atraem turistas estrangeiros, num esforço que vai ao encontro dos objectivos do Governo da RAEM.

      As autoridades estabeleceram como meta fazer com que 10% das entradas de turistas no território venham do estrangeiro mas, para Wilfred Wong, é preciso ser realista. “Não se muda uma coisa do dia para a noite. A verdade é que temos estado muito dependentes dos visitantes da China continental e de Hong Kong”, relembra. “Estamos a fazer muitas promoções no estrangeiro, estamos a expandir a nossa rede de representantes no estrangeiro, e estamos a trazer fornecedores e operadores turísticos a Macau para conhecerem o território, na esperança de que eles nos ajudem a mostrar Macau ao mundo. Mas atenção, isto é um objectivo a longo prazo – 10% não se consegue hoje, nem amanhã. É a longo prazo”.

      Afirmando que acredita que, com os esforços conjuntos das seis concessionárias, ao longo do tempo, isso irá fazer subir o número de turistas estrangeiros em Macau, admite que“se serão 9% ou 11%, não sei, apenas temos de tentar e dar o nosso melhor”, equaciona.

      Expondo alguns dos planos de desenvolvimento para a Sands China aquando do novo período de concessão de 10 anos, o representante da operadora na mesma entrevista diz que, para já, os dados do primeiro trimestre são encorajadores. “O que temos visto é que aqueles que eram conhecidos como os jogadores high-rollers, os VIPs, agora estão a voltar directamente para nós sem passar pelos junkets ou agentes, como acontecia no passado. E estamos a conseguir atrair este género de clientes de outras partes do mundo, do sudeste asiático, Japão ou Correia”, revelou. “Isto encaixa mesmo bem com os desejos do Governo para promover Macau lá fora. Temos andado a usar jets privados, e fazer muito mais promoção no exterior, recorrendo aos nossos escritórios no estrangeiro para tentar mesmo trazer estes clientes para cá”, reitera.

      Outro dos pontos destacados no seu depoimento foi que, de qualquer das formas, aquilo que era o principal “ganha-pão” dos casinos, mudou: “agora são as pessoas do mercado de massas, e do mercado premium de massas”, uma fatia do mercado que o presidente da Sands China garante que tem estado a ser desenvolvida pela operadora. “Até no passado, éramos líder no mercado de jogo de massas – agora estamos com 30%. Receitas brutas gerais, tínhamos 23%, mas agora com os resultados do primeiro trimestre, já podemos ver que subimos para 27%”, revela.

      Para Wilfred Wong, esta mudança resulta sobretudo do próprio mercado, que está em transformação, com mais jogadores do mercado de massas do que VIPs, e “esse é o segmento do mercado que recuperou mais rápido”, mencionou, acrescentando que “é por isso, com as nossas infraestruturas, o nosso inventário de salas grandes, que conseguimos atrair esses mercados de massas, e premium de massas”.