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      InícioReportagemO ginásio que suou Metal

      O ginásio que suou Metal

      Cerca de 180 pessoas marcaram presença no Silver Fang Fest, um evento que juntou várias bandas de música Metal de Macau e Hong Kong no ginásio Power Metal Fitness para uma série de concertos realizados no sábado. O evento ultrapassou as expectativas dos organizadores de tal forma que esperam repetir a iniciativa.

      Pouco faltava para as 17h de sábado e já se começavam a sentir alguns pingos nas ruas de Macau. À porta de um edifício comercial perto das Portas do Cerco, dois jovens vestidos de preto procuravam a entrada para o ginásio Power Metal Fitness. Mas não estavam ali para treinar. Numa ideia de certa forma inovadora, o próprio ginásio, a Spark the Flare e a South Factory uniram-se para organizar uma série de concertos dentro do ginásio dedicados ao estilo de música Metal, ou mais propriamente ao Metalcore, um dos seus vários subgéneros, que mescla o Punk com variações de Metal mais extremo.

      Portas do elevador semiabertas ao chegar ao terceiro andar e já se ouviam os amplificadores a ressoar guitarras e batidas, ainda tímidas, na bateria. Estávamos no habitual ‘sound check’, num palco improvisado no meio do ginásio entre os múltiplos aparelhos de musculação dispersos por ali. Os organizadores do Silver Fang Fest esperavam cerca de 100 pessoas, sendo a primeira iniciativa do género, mas o balanço final apontava mais para 180.

      FOTOGRAFIA PEDRO ANDRÉ SANTOS

       

      Enquanto a primeira banda não assumia o palco, eram muitos os curiosos a experimentar as máquinas de musculação, enquanto outros simplesmente nelas se deitavam como se estivessem numa meditação profunda para o que ali vinha. Outros, claramente mais “batidos” nestas andanças, faziam alongamentos nos braços e nas pernas como se estivessem a fazer o aquecimento para um jogo de futebol.

      O ‘line-up’ contava com uma mão cheia de bandas, mais dois eventos especiais com outros músicos que se juntaram para dar o seu contributo. Deer Apocalypse, Butterfly Dagger, Madcock, Villain e Snails tinham cerca de cinco horas para animar a plateia e não desiludiram. Com actuações carregadas de energia, umas atrás das outras, a reacção dos fãs seguia pelo mesmo timbre, apenas manifestada de formas diferentes. Em palco, soltavam-se vozes agressivas com movimentos bruscos de microfone na mão. Na plateia fazia-se o ‘moshpit’, prática habitual neste tipo de concertos, com movimentos em círculo esbracejando e pontapeando em todas as direcções, procurando (nem sempre com sucesso) não acertar em alguém. Por vezes, o ritual era outro. Parados, como uma árvore plantada, repetindo os mesmos movimentos e tentando não sair do lugar.

      FOTOGRAFIA PEDRO ANDRÉ SANTOS

      As cerca de cinco horas de concerto “voaram”, mas as “pilhas” dos que se deslocaram ao Power Metal Fitness não se esgotaram. A noite terminou com uma fotografia em grupo a sinalizar a camaradagem entre todos e com a vontade dos organizadores de voltar a repetir a aventura.

      FOTOGRAFIA PEDRO ANDRÉ SANTOS