A higiene nos terrenos não aproveitados perto do Nova Mall, na Taipa, está a preocupar os moradores. O problema de roedores que vivem em zonas com lixo e materiais de construção abandonados tem motivado queixas dos residentes da zona. A Associação Promotora para o Desenvolvimento da Comunidade da Taipa pede a gestão quotidiana desses terrenos, nomeadamente medidas contra infestações de mosquitos e ratos.
A proliferação de ratos nos terrenos do Estado não aproveitados junto ao Nova Mall, na Avenida de Kwong Tung na Taipa, foi alvo de queixas dos residentes. Os terrenos em questão ficaram desocupados há vários anos e encontram-se actualmente cheios de lixo e ervas daninhas.
De acordo com o Jornal Ou Mun, alguns moradores da zona relataram ter testemunhado vários ratos nestes terrenos, chegando a invadir algumas habitações através da parte inferior da porta ou dos canos, afectando o ambiente habitacional e a segurança sanitária dos residentes.
Um morador, de apelido Cheung, indicou que os ratos que proliferam nestes terrenos não aproveitados “invadem frequentemente” a casa, o que está a afectar gravemente a sua vida quotidiana.
Por sua vez, uma outra residente, de apelido Ieong, afirmou que os ratos entram nas casas através de tubagens e portas, e que o ruído à noite causado pelos ratos perturba gravemente a vida dos moradores. “Há várias escolas e prédios residenciais na zona, com um fluxo diário intenso de pessoas. Os terrenos não aproveitados não só estão cobertos de ervas daninhas, como se tornaram um terreno fértil para a proliferação de insectos e roedores, o que suscita receios de que possa provocar surtos de doenças infecciosas, ameaçando a saúde do público”, disse.
Nos terrenos não aproveitados em causa existem alguns estabelecimentos de restauração e pontos de recolha de lixo. Desse modo, se os resíduos alimentares e do lixo doméstico não forem removidos de forma atempada, tal pode proporcionar aos ratos uma fonte de alimento constante, agravando o problema da infestação.
Assim, os moradores solicitaram, além da colocação de iscos, medidas mais eficazes para resolver o problema dos ratos. Apelam ao Governo para que intervenha o mais rápido possível na gestão dos terrenos não aproveitados, com limpeza regular e remoção de resíduos e ervas daninhas. Pedem também para se removerem os materiais de construção, tubos e tijolos abandonados na zona, eliminando assim na fonte os locais onde os ratos se podem abrigar.
Lam Ka Chun, vice-presidente da Associação Promotora para o Desenvolvimento da Comunidade da Taipa, manifestou também grande preocupação com a situação dos roedores, garantindo ter notificado as autoridades para que tomassem medidas de resposta.
O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) já está a acompanhar o assunto e colocou caixas de iscos na zona, tendo ainda afixado avisos para informar o início dos trabalhos de desratização.
De acordo com o IAM, em Macau, o número de caixas fixas com iscos em vias públicas tem vindo a aumentar nos últimos anos, passando de cerca de 1.000, em 2020, para as actuais cerca de 1.500, cobrindo basicamente as ruas de todas as zonas da cidade.
Nos trabalhos de prevenção e controlo de roedores, o organismo divide Macau em 25 zonas e realiza pelo menos três vezes por ano em cada zona os trabalhos de desratização intensivos, que duram cinco semanas, com foco principal nos canteiros, zonas verdes, diques, acessos de esgoto, entre outros locais. No ano passado, foram instalados um total de 25.000 pontos de colocação de iscos para eliminar roedores, e o número de ratos eliminados pelo pessoal do IAM foi de 2.894.
O IAM indicou que vai estudar também a introdução de novas tecnologias, novos métodos e novos equipamentos adequados às situações concretas de Macau, elevando constantemente o nível científico e pormenorizado na prevenção e controlo de roedores.











