Fundo Educativo financiou 168 alunos para estudar em Portugal nos últimos dois anos

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FOTOGRAFIA EDUARDO MARTINS

Um total de 168 jovens de Macau foi estudar para Portugal nos últimos dois anos com a bolsa de estudo concedida pelo Fundo Educativo do Governo de Macau, revelou Ji Xianzheng, secretário-geral do Secretariado Permanente do Fórum de Macau. O referido fundo financiou também 17 projectos de formação e publicação dedicados à reserva de talentos bilingues.

 

Nos últimos dois anos, o Fundo Educativo do Governo de Macau concedeu uma bolsa de estudo a 168 estudantes de Macau para prosseguirem os seus estudos em Portugal, tendo aprovado também o financiamento de 17 projectos de formação e publicação relacionados à promoção da reserva de jovens talentos bilingues em chinês e português.

A informação foi avançada por Ji Xianzheng, secretário-geral do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, numa conferência de imprensa onde abordou a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa através de Macau.

Ji Xianzheng, citado pelo Jornal Ou Mun, afirmou que o Fórum de Macau tem organizado diversos cursos de formação temáticos no seu centro de formação, dos quais alguns integraram novos temas como o desenvolvimento verde e a economia digital. Segundo o responsável, este ano está prevista a organização de cinco colóquios, com um total de 100 vagas, com o objectivo de proporcionar aos países de língua portuguesa oportunidades de intercâmbio de talentos em áreas de cooperação prioritárias, sobretudo as indústrias emergentes.

De acordo com os dados do Fórum de Macau, o seu centro de formação realizou, desde 2011, 54 colóquios, incluindo seis em formato online, contando com mais de 1.300 participantes provenientes dos países lusófonos para intercâmbio em Macau.

As áreas de formação incluem gestão de administração pública, políticas tributárias e fiscais, propriedade intelectual, ensino das línguas chinesa e portuguesa, hotelaria e turismo, gestão de saneamento e saúde pública e desenvolvimento de pequenas e médias empresas, entre outras.

Ji Xianzheng acrescentou que, ao promover a cooperação trilateral entre a China continental, Macau e os países de língua portuguesa, o organismo foca-se agora mais nos trabalhos sobre Macau e Hengqin, levando os participantes de todos os colóquios a visitar a Ilha da Montanha e outras cidades da Grande Baía. “O novo modelo de colaboração – de uma empresa ter sede em Macau, o desenvolvimento de produtos em Hengqin e a produção de produtos em Zhuhai – pode proporcionar novas oportunidades às empresas dos países de língua portuguesa que querem entrar no mercado chinês”, disse.

Segundo o Secretariado Permanente do Fórum de Macau, até ao momento, cinco empresas lusófonas instalaram-se em Macau e sete projectos de cooperação científica e tecnológica arrancaram em Hengqin, através da ajuda do Centro de Cooperação e Intercâmbio de Ciência e Tecnologia entre a China e os Países da Língua Portuguesa. Além disso, mais de 20 produtos de medicina tradicional chinesa de Macau estão registados no Brasil e em Moçambique.

Ji Xianzheng lembrou, por outro lado, que a 13.ª Reunião Ministerial do Turismo da APEC terá lugar em Macau entre os dias 24 e 28 deste mês. Na sua opinião, Macau deve aproveitar o posicionamento do “Centro Mundial de Turismo e Lazer” e da “Plataforma Sino-Portuguesa” para promover a cooperação turística regional e mostrar as culturas dos países de língua portuguesa aos turistas da Ásia-Pacífico.