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      “Arca” de artistas de Macau abre exposição anual com olhar num futuro sustentável

      Uma arca de artistas que ama o planeta. A Ark – Associação de Artistas de Macau (AAMA) apresenta, a partir de 4 de Julho, a sua exposição colectiva anual, intitulada “Sustainable Future — Exploring Infinite Possibilities with Imagination: Prolongation & Vitality”. Com duas fases, uma na Taipa e outra na península de Macau, a mostra reúne obras de pintura, caligrafia e fotografia que exploram a relação entre arte e sustentabilidade ambiental.

       

      Quando cada traço e cada registo fotográfico falam em nome do planeta, a arte transforma-se numa linguagem de defesa da terra. É esta mensagem que leva a Ark – Associação de Artistas de Macau a inaugurar a sua exposição colectiva anual, um conjunto que este ano desafia os criadores a olhar para o futuro a partir de uma perspetiva ecológica. O tema escolhido, “Prolongation & Vitality”, joga com as ideias de continuidade e de vida, num momento em que os desafios ambientais globais exigem respostas criativas.

      Os artistas participantes transformaram o conceito de sustentabilidade verde numa linguagem visual policromática forte e com vitalidade, na tentativa de provar que a arte pode ser uma força poderosa capaz de impulsionar o progresso social e o equilíbrio ecológico. As obras, nas áreas da pintura, caligrafia e fotografia, partem de um princípio comum, a de que existe uma integração profunda entre a criação artística e os objectivos do desenvolvimento sustentável.

      A exposição divide-se em duas fases, estrategicamente pensadas para levar a arte a diferentes contextos e públicos. A primeira terá lugar no Salão de Exposições do Jardim da Cidade das Flores, na Rua de Évora na Taipa, entre 4 e 18 de Julho. A cerimónia de abertura está marcada para o dia 4, às 11h30. A escolha deste espaço, inserido num bairro residencial e rodeado de áreas verdes, foi com intenção, sendo que a organização pretende aproximar a expressão artística da vida quotidiana dos cidadãos, “derrubando” as barreiras dos circuitos convencionais da arte. Num ambiente de parque, rodeado por árvores e flores, a mensagem ecológica ganha um eco especial.

      A segunda fase da exposição mudar-se-á para o Café Voyage, na Rua do Padre António Roliz, entre 18 de Julho e 7 de Agosto. Este local de ambiente mais descontraído oferece um espaço complementar para que os visitantes possam prolongar a experiência de forma mais informal, mantendo sempre o diálogo sobre o futuro verde do planeta. No espaço, que também vende café, o público é convidado a apreciar as obras num ritmo mais lento, e a organização espera permitir que as ideias sobre sustentabilidade continuem a fermentar.

      Pamela Chan, presidente da AAMA, sublinhou a importância de olhar para a arte como agente de transformação. “A nossa associação tem-se dedicado a promover o desenvolvimento artístico local. Esta exposição conjunta incentiva os nossos membros a traduzir a preocupação ambiental numa linguagem criativa. O nosso objectivo é despertar a atenção do público para questões globais através destas obras, promover a responsabilidade social e ampliar a nossa influência cultural”, afirmou.

      Celia Si, curadora da exposição e directora da associação, acrescentou que a mostra procura ir além da dimensão estética. “Esperamos que, através da exposição ‘Prolongation & Vitality’, possamos não só aumentar o foco social na sustentabilidade, mas também trazer nova energia e oportunidades de desenvolvimento para o panorama cultural e artístico de Macau. A arte não deve limitar-se à estética; deve possuir o poder de impulsionar o progresso social”, declarou.

      A iniciativa conta com o patrocínio do Fundo para o Desenvolvimento Cultural e a coorganização da Patterns and Creative Cultural Association, do Instituto para os Assuntos Municipais e do Café Voyage Macau. A entrada é livre em ambas as fases da exposição. A associação espera que, ao testemunhar estas “faíscas criativas”, o público se sinta inspirado a adoptar um estilo de vida que honra o planeta com “espirito de continuidade e vida”, mostrando como a comunidade artística de Macau está a moldar um amanhã mais sustentável, uma obra-prima de cada vez.

      O Salão de Exposições do Jardim da Cidade das Flores fica aberto entre as 9h00 e as 19h00. Já o espaço do Café Voyage, tem o seu horário estabelecido entre as 12h00 e as 22h30.