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      Início Política Executivo confiante na recuperação económica no próximo ano

      Executivo confiante na recuperação económica no próximo ano

      Na apresentação das Linhas de Acção Governativa da área Economia e Finanças para 2023, o secretário Lei Wai Nong mostrou-se optimista no desempenho da economia de Macau no próximo ano, devido a “um leque de factores favoráveis”. Lei Wai Nong deu destaque a uma estimativa de grande subida do número de visitantes num futuro a curto prazo. Foi avançado ainda que o Governo vai criar dois centros tecnológicos sino-lusófonos, entre vários planos de cooperação com os países de língua portuguesa.

      O Governo de Macau manifestou optimismo na recuperação e desenvolvimento económico do próximo ano, estando previsto o surgimento de “um leque de factores favoráveis a Macau”, tanto no ambiente externo, como no dinamismo interno. A afirmação foi dada ontem pelo secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, na apresentação das Linhas de Acção Governativa para 2023.

      Sublinhando os apoios e “inúmeras medidas atempadamente lançadas por parte do Governo Central”, Lei Wai Nong disse que Macau está à espera do regresso de visitantes e assim de uma melhoria da situação económica.

      O responsável recordou a retomada de emissão de vistos electrónicos para visita a Macau dos residentes do interior da China, bem como o regresso em breve das excursões turísticas a Macau provenientes de quatro províncias e uma cidade: “Prevê-se que o número de visitantes a chegarem a Macau poderá voltar a subir de forma expressiva, favorecendo deste modo o estímulo à economia comunitária, contribuindo também para o alcance de progressos substanciais nos trabalhos vocacionados para a retoma da economia”.

      Na reunião plenária ontem, Lei Wai Nong descreveu o ano de 2022 como um ano “com provações redobradas e marcado pelo árduo avanço contra os obstáculos”. Além da recessãoa grande escala do crescimento da economia mundial, o território foi afectado ainda pela suspensão das principais actividades comerciais e industriais locais devido ao surto epidémico originado em 18 de Junho.

      Segundo adiantou, os focos de trabalho do Governo destacam o desenvolvimento da indústria de turismo e lazer integrado, acompanhando o desenvolvimento de quatro indústrias chaves com a cooperação com Hengqin – o Big Health com a medicina tradicional chinesa, o comércio e convenções e exposições, a alta tecnologia e a finança moderna.

      “De forma a revitalizar a economia, reservámos 650 milhões de patacas para alargar novas fontes de turistas”, disse, frisando que o Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração (PIDDA) para 2023 deverá atingir os 23,3 mil milhões de patacas, para suportar o mercado.

      CENTROS TECNOLOGICOS SINO-LUSÓFONOS

      Lei Wai Nong anunciou ainda na ocasião a criação de dois centros sino-lusófonos, incluindo um no território e outro na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin, para apoiar a fixação de “projectos de tecnologia avançada” da lusofonia na região chinesa da Grande Baía, com a atribuição de bolsas e colaborações com universidades e empresas.

      O director dos Serviços de Economia, Anton Tai Kin Ip, referiu que o objectivo final é permitir que “projectos de tecnologia avançada dos países de língua portuguesa possam entrar para o mercado da Grande Baía”. Além disso, acrescentou o responsável, serão concedidas “bolsas e [serão feitas] articulações entre universidades e também empresas”.

      Ainda no âmbito da cooperação sino-lusófona, sublinhou que, em 2023, ano em que se celebra o 20.º aniversário do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau), “o intercâmbio e a cooperação entre o interior da China, Macau e os países de língua portuguesa, em termos de comércio, cultura, convenções e exposições, formação, entre outras áreas, serão elevados para um novo patamar”.

      Para o ano, a administração de Macau espera também dar início aos trabalhos preparativos para a realização da 6.ª Conferência Ministerial do Fórum Macau, que não se realizou em 2019 devido à pandemia da Covid-19.

      Além do reforço das trocas económicas e comerciais entre a China e os parceiros lusófonos, Macau planeia “promover a construção da plataforma de prestação de serviços financeiros” entre os dois lados e de um “centro de regulação das transações em RMB para os países de língua portuguesa”, disse Lei Wai Nong.