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      Exposição da Halftone vai mostrar as marcas portuguesas presentes em Macau

      A Galeria da Residência Consular vai receber, a partir deste sábado, a exposição “A Presença da Matriz Portuguesa em Macau, nas Imagens Entre Tempos”, organizada pela associação Halftone. Nesta mostra, estarão patentes registos fotográficos de 12 fotógrafos locais que propõem diferentes visões sobre as marcas da presença portuguesa na região.

       

      “A Presença da Matriz Portuguesa em Macau, nas Imagens Entre Tempos” é o título da exposição da Halftone que vai ser inaugurada no sábado, pelas 17h, na Galeria da Residência Consular. A exposição estará patente até ao dia 30 de Junho. Nesta mostra, 12 fotógrafos membros da associação de fotografia vão expor as suas obras sob o prisma da marca lusa no território.

      André Ritchie, presidente da Halftone, explicou ao PONTO FINAL que a associação lançou um ‘open call’ aos seus membros, deixando em aberto a forma como interpretar o tema. Isto resultou num “leque bastante rico de obras, que vão desde o mais material e evidente, até situações em que se trata de uma presença portuguesa de forma imaterial”. Salientando que é nessa variedade de interpretações que está a grande mais-valia desta exposição, afirmou: “É interessante fazer uma comparação entre diversos trabalhos, para vermos como é que cada autor abordou e interpretou esse tema, para depois reflectir a sua ideia através da fotografia”.

      Os membros da Halftone que vão expor na Residência Consular são: André Ritchie, Catarina Cortesão Terra, Eloi Scarva, Francisco Ricarte, Gonçalo Lobo Pinheiro, Joana Freitas, João Palla, Mide Plácido, Ricardo Meireles, Rusty Fox, Sara Augusto e Wu Haozheng.

      André Ritchie descreveu as suas fotografias como sendo uma “celebração da vulgaridade”. O presidente da associação apresenta três imagens de dentro de uma casa em Macau onde está patente uma “componente religiosa, uma forma de estar num espaço que é muito atípica, mas que também pode ser vista como uma coisa normalíssima em Macau”. João Palla, por exemplo, apresenta retratos de lusodescendentes, que “é uma forma muito interessante de mostrar o ADN português”, comentou Ritchie. Por outro lado, Francisco Ricarte mostra fotografias mais conceptuais de pormenores de um edifício de Macau.

      No texto introdutório sobre esta exposição, a Halftone questiona: “Sob o prisma do olhar da fotografia enquanto prática de arquivo diacrítico, subordinado ao tema da memória e identidade, faz sentido olhar a cidade hoje e reflectir sobre os seus traços identitários de Matriz Portuguesa? Quais os marcos históricos e patrimoniais, os registos culturais e persistências humanas nela existentes? Como têm as diversas comunidades olhado para a presença do ‘outro’ neste território em constante transição e transformação? Como são essas marcas, físicas ou imagéticas, entendidas por outras comunidades? São essas marcas também parte integrante da sua memória colectiva e individual, ou apresentam-se como extemporâneas?”.

      “Macau é, historicamente, um território em transição. Na sua cartografia constrói lugares novos, desdobra-se, aprofunda, concentra novas camadas de memórias colectivas no mapa da cidade”, pode ler-se na nota de apresentação da exposição, que assinala ainda que as imagens a serem expostas revelam-se “na afirmação da identidade do exercício da memória individual de cada um de nós – afinal memória colectiva, através do que vivenciamos ou experienciamos ou, de forma subjectiva, através do exercício da ‘pós-memória’, as memórias e registos visuais que outros nos convocam”.

      Esta exposição tem o patrocínio do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal – Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas. A associação Halftone, actualmente com perto de 50 membros, tem como objectivo promover e divulgar a fotografia contemporânea nos seus mais diversos aspectos.