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      Festival da Lusofonia arranca amanhã nas Casas da Taipa

       A nova edição do Festival da Lusofonia está prestes a trazer mais dois fins-de-semana consecutivos de concertos, actividades e intercâmbio cultural a Macau. Os grandes destaques desta edição vão para as actuações dos Calema, este sábado, e de Marisa Liz, no dia 1 de Novembro.

      O Festival da Lusofonia arranca já amanhã na zona das Casas da Taipa, dando início a dois fins-de-semana consecutivos de espectáculos musicais, intercâmbio cultural e uma amostra da diversidade e riqueza das culturas lusófonas. A 28.ª edição do evento, que integra também o 7.º Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, vai ter como destaque a cultura, a arte e a gastronomia angolanas.

      Para além das comunidades macaense e portuguesa, também aquelas oriundas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Goa, Damão e Diu vão voltar a apresentar os seus expositores culturais e dar a conhecer a música, arte e gastronomia típicas dos seus países ou regiões. As actuações musicais – um dos pontos mais altos do evento – vão trazer artistas representativos de cada comunidade a Macau, incluindo a portuguesa Marisa Liz ou os Calema, de São Tomé e Príncipe.

      A cerimónia de inauguração decorre amanhã no anfiteatro das Casas da Taipa, pelas 19h30, dando início a uma noite marcada por espectáculos de música e de dança que se prolongarão até às 22h. O destaque vai para os Memu Sunhu, um grupo musical da Guiné-Bissau popularizado pela fusão da música tradicional guineense com diversos géneros musicais.

      No dia seguinte, sábado, o dia começa mais cedo: pelas 12h já será possível almoçar no restaurante temporário do festival, que servirá especialidades dos países lusófonos. Entre os vários números musicais planeados para o período entre as 16h30 e as 23h, a hora de encerramento, destacam-se as actuações dos Negros Unidos, a representar a Guiné Equatorial, e dos Calema, vindos de São Tomé e Príncipe.

      Domingo segue uma programação semelhante, voltando a apresentar artistas representativos de duas comunidades lusófonas. São estes o grupo de danças amazónicas Carimbó Paidégua, vindo directamente do Brasil, e o cantor e compositor Rui Orlando, originário de Angola.

      Após uma breve interrupção, o festival regressa na sexta-feira seguinte, dia 31, pelas 19h. A artista em foco neste dia é Josslyn, cantora cabo-verdiana já conhecida do público português pela participação na quarta edição do programa “Ídolos”.

      No dia 1, o grupo de dança Sanskruti Sangam vai representar a cultura de Goa, Damão e Diu, seguindo-se uma actuação da cantora Marisa Liz, popular em Portugal e além-fronteiras como artista a solo e vocalista da banda Amor Electro.

      No domingo de encerramento, dia 2, é a vez de Macau receber a companhia de artes performativas Tafika, de Moçambique, e do grupo timorense Galaxy, conhecido internacionalmente pela combinação única de ‘raggae’, ‘rock’ e ‘rap’.

      Para além dos momentos musicais e dos expositores culturais das comunidades lusófonas, repletos de peças de artesanato, trajes tradicionais e petiscos e bebidas, o público pode também participar em jogos tradicionais portugueses, jogos recreativos para crianças e torneios de matraquilhos ou assistir aos desfiles da Escola de Samba 1ª de Macau, realizados aos sábados e domingos.

      A edição deste ano é organizada em conjunto pelo Instituto Cultural (IC) e o Galaxy Entertainment Group (GEG).