Defendendo que Macau, Hong Kong e as noves cidades da área da Grande Baía são “uma família com as mesmas raízes”, Pansy Ho apelou na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) para todas as regiões da zona aproveitarem as suas vantagens para tornar a Grande Baía maior e mais forte. A filha do magnata Stanley Ho e co-presidente da MGM acredita que a Grande Baía tem um enorme mercado e muito potencial de desenvolvimento.
“Há quem diga que sou de Macau, há quem diga que sou de Hong Kong, mas digo que sou da Grande Baía”, foi assim que Pansy Ho começou a conferência de imprensa do 14.º Comité da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC). A representante de Hong Kong na CCPPC garante que as noves cidades de Guangdong e as duas regiões administrativas especiais devem trabalhar juntas para contribuir para o desenvolvimento da Grande Baía, e também agarrar as oportunidades da mesma.
Pansy Ho destacou que, após a promulgação em 2019 pelo Conselho de Estado das “Linhas Gerais do Planeamento para o Desenvolvimento da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau”, foram dadas orientações muito claras sobre o posicionamento e as vantagens das onze cidades, de forma a coordenarem e cooperarem, bem como aproveitarem as políticas nacionais.
“Na área da Grande Baía, existem nove cidades da província de Guangdong e Macau e Hong Kong. Todos nós bebemos a água do mesmo rio, partilhamos a cultura milenar de Lingnan, gostamos de comer os mesmos pratos e temos a virtude de suportar dificuldades e carácter trabalhador”, apontou Pansy Ho, frisando que todos os sectores das noves cidades devem fazer bom uso da política actual e ajudar-semutuamente. “Na verdade, [as sinergias das] nove cidades mais duas regiões já ultrapassaram as 11”, disse, citada pelo portal de notícias rádio e televisão de Hong Kong RTHK.
A co-presidente e directora executiva da MGM China Holdings Limited e também presidente executiva do Grupo e directora geral da Shun Tak Holdings, sublinhou que a população da Grande Baía registada em 2020 superou 86 milhões de pessoas, enquanto o volume económico em 2021 chegou a 12,6 mil milhões de renminbis. “O que eu vejo é um crescimento contínuo. Por trás dos dados estão um enorme mercado, ricos recursos humanos e potencial de desenvolvimento ilimitado”, observou.
Em resposta à pergunta dos jornalistas, Pansy Ho disse que a fraternidade entre Macau, Hong Kong e as outras cidades da Grande Baía “está sempre no coração”, acreditando que, desde que tenham consenso e o mesmo objectivo, a Grande Baía pode ser um bom exemplo de “modernização de estilo chinês” e desempenhar um papel importante em “demonstrar o sonho chinês”.
PALCO PARA FUTURO DE HONG KONG
A delegada de Hong Kong recentemente eleita para a CCPPC afirmou ainda que a Grande Baía vai ser um “grande palco para o desenvolvimento de Hong Kong” no futuro próximo. Pansy Ho explicou que a vantagem de Hong Kong é ser uma cidade altamente aberta e internacional na Grande Baía, bem como um centro internacional de finanças, de logística, de transporte aéreo e marítimo, fornecendo serviços profissionais de alta qualidade e com reconhecimento mundial.
“Hong Kong deve actuar como elo de ligação na Grande Baía com o exterior para atrair pessoas do estrangeiro e apresentar o desenvolvimento dessa zona, contribuindo ainda mais à construção nacional”, propôs.
A actual vice-presidente da Federação Nacional da Indústria e Comércio da China enfatizou que há 25 anos iniciou o seu primeiro trabalho relacionado com a cooperação entre Guangdong, Hong Kong e Macau. Recordou que, na altura que coincidiu com a criação das RAE e o lançamento da política de abertura e reforma na China, já tinha tido a percepção sobre a necessidade de cooperação, pelo que decidiu iniciar negóciosde transporte marítimo transfronteiriço com empresas estatais.
Pansy Ho referiu que, com a inauguração da Ponte entre Hong Kong-Zhuhai-Macau, a Grande Baía tem agora uma conexão marítima, terrestre e aérea global e única, sendo uma plataforma de transporte de ligação multimodal, realçando que está “honrada e orgulhosa” em ser testemunha, promotora e participante nesse desenvolvimento.











