Empresas de capitais públicos: Avaliação da CAM e da Macau Renovação Urbana desceu

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Um total de 16 empresas de capitais públicos foram submetidas à avaliação anual de desempenho de exploração e funcionamento. A maioria mantém a classificação igual ao ano anterior. Três empresas tiveram resultados melhorados, enquanto a avaliação da CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau e da Macau Renovação Urbana desceu, segundo divulgaram os Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos.

 

A CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau e a Macau Renovação Urbana foram as duas empresas de capitais públicos que tiveram pior desempenho de exploração e funcionamento no ano passado. Os resultados de avaliação anual foram divulgados pela Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSGAP) e apontam que estas foram as únicas duas que desceram na classificação.

No total, 16 empresas foram submetidas a avaliação referente a 2025 por parte da DSGAP, mais três face ao ano anterior, passando a incluir nove empresas do sector industrial comercial e sete empresas de empreendimento social.

Entre as empresas da área industrial comercial melhor classificadas, a Sociedade para o Desenvolvimento dos Parques Industriais de Macau, Lda. mantém a nota “A-” igual a 2024, com 80 a 85 valores numa escala de pontuação até 100. A UMCERT Investigação e Ensaios em Engenharia, Limitada, que também fica com a nota “A-”, subiu uma classe em relação ao ano anterior.

A CAM, nesta lista, passou de “A-” para “B+”, categoria que representa a faixa de nota Igual ou superior a 75 valores, mas inferior a 80 valores.

Consultando o seu relatório das contas do exercício, publicado anteriormente em Boletim Oficial, as receitas totais anuais da CAM ascenderam a 1,35 mil milhões de patacas, correspondendo a uma diminuição de 8,7% em termos anuais, tendo sido registado um lucro antes de impostos de 229 milhões de patacas. A redução de receitas ressoa com a descida dos movimentos de voos e do volume de passageiros em 2025.

Na categoria de “B+” contam-se ainda a UMTEC Limitada, que subiu na classificação, o Central de Depósito e Liquidação de Valores Mobiliários de Macau Sociedade Unipessoal Limitada e a Macau Investimento e Desenvolvimento, S.A..

Já a Macau Renovação Urbana, S.A., que estava na classe “B+”, caiu para “B” e juntou-se à Inovação Tecnológica da UPM Sociedade Unipessoal Limitada e o Centro de Comércio Mundial Macau, S.A.. A classe B corresponde a uma nota igual ou superior a 70 valores, mas inferior a 75 valores.

Em relação às empresas de empreendimento social, o Centro de Ciência de Macau, S.A. melhorou a classificação e foi avaliado com “A-”, contrastando com o “B+” alcançado no ano anterior.

A Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, S.A., a TDM – Teledifusão de Macau, S.A., a Sociedade Orquestra de Macau, Limitada, Matadouro de Macau, S.A.R.L. e o Guangdong Hengqin UM Higher Education Development Co. Ltd. tiveram a nota “B+”.

A pior classificada com a classe “B-” foi a Companhia de Consultadoria em Educação da Universidade de Turismo de Macau na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, Ltd.

Esta empresa foi criada pela Universidade de Turismo de Macau em Dezembro de 2024 e é situada na Ilha da Montanha, com objectivo de exploração de “serviços de consultoria na área da educação”, “actividades de testes e avaliações no domínio da educação e ensino”, “consultoria e planeamento de projectos de desenvolvimento turístico” e “organização de actividades de intercâmbio cultural e artístico”, entre outros. A empresa disse no último relatório anual que estava na fase inicial de exploração e, devido ao facto de a empresa ainda “não ter desenvolvido muitas actividades comerciais concretas”, os resultados operacionais apresentaram um prejuízo no valor de 16 mil renminbis.

 

“BASICAMENTE ESTÁVEL”

 

A DSGAP considera que, de um modo geral, a exploração e o funcionamento das empresas avaliadas mantiveram-se na classificação “basicamente estável”. As empresas continuaram a promover e a assumir as respectivas responsabilidades nas áreas de garantia de serviço público, serviços relacionados com o bem-estar da população e construção de projectos prioritários, mas “em algumas empresas ainda se verifica margem para melhorias no controlo de custos, na execução orçamental e na eficiência dos serviços”, apontou. “A DSGAP continuará a acompanhar a situação de exploração e funcionamento das empresas avaliadas e a instar as empresas a tomarem medidas de melhoria face às insuficiências reflectidas na avaliação”, assegurou.

De acordo com a regulamentação da avaliação do desempenho de exploração e funcionamento das empresas de capitais públicos, a avaliação é efectuada com padrões de indicadores económicos, como as receitas e execução do orçamento; de gestão; de responsabilidade social, incluindo a formação de quadros qualificados e a prestação de apoio ao interesse público e à caridade; de missão, em relação ao cumprimento às tarefas designadas pelo Governo; e de reforma, como a situação da inovação de actividades.