Edição do dia

Quarta-feira, 17 de Abril, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
27.9 ° C
28.9 °
27.9 °
83 %
4.6kmh
40 %
Qua
28 °
Qui
29 °
Sex
28 °
Sáb
28 °
Dom
28 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioPolíticaCirculação de veículos de Macau no Continente arrancará em breve, diz Raimundo...

      Circulação de veículos de Macau no Continente arrancará em breve, diz Raimundo Rosário

      Macau e as autoridades de Guangdong já chegaram a um acordo para a circulação de veículos locais no interior da China e o reconhecimento mútuo das cartas de condução, sendo a medida anunciada brevemente, adiantou o secretário para a Transportes e Obras Públicas. Na discussão das Linhas da Acção Governativa, Raimundo Rosário revelou estar a estudar construir uma “ilha ecológica” de 2,5 quilómetros quadrados.

      Raimundo Rosário, secretário para a Transportes e Obras Públicas, avançou que Macau está a preparar-se para a circulação de veículos locais na China continental, bem como o reconhecimento mútuo das cartas de condução com o interior da China.

      “Dentro em breve poderemos ter notícias positivas. Já estamos a trabalhar nesse sentido”, disse ontem o secretário, no debate das Linhas da Acção Governativa para 2023 para a área dos Transportes e Obras Públicas.

      Raimundo do Rosário disse na Assembleia Legislativa que o reconhecimento é o passo que se segue, sublinhando que a circulação de veículos registados em Macau na província vizinha de Guangdong “é um assunto já concluído”.

      Nesse sentido, os deputados Leong Sun Iok e Zheng Anting mostraram preocupação com a capacidade de carga de tráfego do território, questionando sobre “a construção de instalações complementares” nas fronteiras com o Continente e na cidade, para evitar o aparecimento de “engarrafamentos crónicos”.

      O secretário advertiu que “qualquer coisa causará com certeza problemas e nada só pode ser bom” no lançamento das políticas, garantindo que vai lidar com e resolver os problemas quando surgirem.

      Já Lam Hin San, director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), afastou as preocupações sobre eventuais aumentos de circulação de trabalhadores ilegais com as iniciativas, e apontou que existem disposições penais para tratar as violações dos regulamentos por motoristas transfronteiriços.

      “A circulação dos veículos locais no Continente será anunciada juntamente com as autoridades de Guangdong num futuro breve. Vamos se adaptar a medida gradualmente para minimizar o problema de trânsito na zona Norte da cidade”, salientou Lam Hin San.

      Na sexta-feira, o Conselho de Estado chinês aprovou uma política que permite à Administração-Geral das Alfândegas isentar os veículos de Macau de uma “garantia aduaneira” ao atravessar a fronteira.

      Num comunicado, a DSAT disse que estava a discutir com as autoridades de Guangdong “as disposições pormenorizadas” para implementar “em breve” a circulação de veículos de Macau na província vizinha.

      No final de Agosto, a Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau na vizinha Hengqin anunciou o fim da quota máxima de 10 mil veículos registados em Macau que podem circular livremente na zona, após obterem autorização.

      Em Março de 2019, o director da DSAT, Lam Hin San, disse que havia cerca de seis mil estrangeiros a conduzir em Macau, menos dois mil do que em 2015.

      As LAG para 2023 prevêem, por outro lado, o início de um estudo sobre a viabilidade da construção de uma “ilha ecológica”, semelhante a um projecto existente em Singapura.

      Raimundo do Rosário explicou ontem que este espaço, que poderia nascer num novo aterro, teria uma área de 2,5 quilómetros quadrados e iria servir para o depósito de cinzas da incineradora que queima o lixo produzido em Macau e como aterro sanitário, nomeadamente para os resíduos da construção civil.

      Em Setembro, o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, disse que a “ilha ecológica” iria situar-se em “águas profundas da foz do Rio das Pérolas”, zona que inclui Macau, e que nesse aterro seriam despejados lodos residuais criados pela construção da futura Linha Leste do metro ligeiro.

      O Governo de Macau lançou no final de Outubro os concursos para a concepção e construção dos dois segmentos, Norte e Sul, da Linha Leste do metro ligeiro, um projecto que deverá prolongar-se durante cerca de cinco anos.

      As LAG para 2023 preveem que a construção Linha Leste do metro ligeiro arranque na primeira metade do ano e terminem até ao final de 2028.

      No âmbito da redução das emissões de gases com efeito de estufa, Raimundo do Rosário admitiu que há dificuldade na adição dos postos de carregamento para veículos eléctricos nos prédios existentes, dado que a instalação é sujeita ao consenso dos condóminos. No entanto, há orientações para os prédios novos reservarem espaço para a instalação desses equipamentos.

      O secretário afastou a possibilidade de instalar mais postos de carregamento rápido, realçando que todos os carregamentos são de tipo padrão nos autosilos, devido a que um carregamento rápido gasta demasiada electricidade, sendo equivalente ao uso de 50 ares-condicionados.

      O responsável acredita que os postos actuais são suficientes para responder à procura dos residentes, tendo o Governo concluído a instalação de mil postos e deverá haver um total de dois mil postos de carregamento que entram em funcionamento até ao final deste ano.