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      Poesia serve de caminho na edição deste ano do Festival do Passeio pelo Património  

      Promovido pela Associação dos Embaixadores do Património de Macau, o evento já vai na sua 5.ª edição. A organização pretende este ano “caminhar pela cidade histórica, tocar os cinco sentidos, explorando a beleza de cada recanto da cidade”. O ponto alto do evento deste ano é uma performance de teatro de dança ambiental “Invisible Coastlines”, dirigida pelos coreógrafos locais Chloe Lao e Perry Fok.

       

      A edição deste ano do “Festival do Passeio pelo Património” (Heritage Stroll Festival, na sua denominação oficial) está dedicada à poesia. Subordinada ao tema “A Trilha da Poesia da Cidade Perdida”, o festival terá lugar de 5 a 20 de Março sob a forma de evento itinerante na zona histórica da cidade, anunciou a Associação dos Embaixadores do Património de Macau em comunicado de imprensa enviado às redacções.

      O festival procurará ainda explorar a expectativa da cidade e da sua população na sua relação com o mar. Com uma série de actividades temáticas e artísticas em torno da Fundação Oriente e das áreas circundantes, a organização pretende “caminhar pela cidade histórica, tocar os cinco sentidos, explorando a beleza de cada recanto da cidade”. “O mar chamou pessoas de diferentes países para se estabelecerem na pequena cidade de Macau, quer economicamente, quer politicamente, ou para fugirem ao mundo, ou para se exilarem, ou para esperarem pelo seu tempo. O movimento da linha costeira é um testemunho da separação destas pessoas e histórias, e traz à tona mais interesses, conflitos e contradições no desenvolvimento da cidade”, pode ler-se no manifesto artístico do festival, plasmado no mesmo comunicado.

      O ponto alto do evento deste ano é uma performance de teatro de dança ambiental “Invisible Coastlines”, dirigida pelos coreógrafos locais Chloe Lao e Perry Fok, e terá lugar a 11, 12 e 13 de Março, pelas 20h. O espectáculo pretende levar o público numa digressão ao Jardim Luís de Camões para um encontro entre o Oriente e o Ocidente. “Este jardim era um importante lugar se pensarmos na antiga orla costeira de Macau. Estrangeiros desembarcaram aqui por fortunas, poder, fugas, exílios, oportunidades e muitos outros motivos. O jardim também foi um lugar para observar as estrelas. Será que os astrólogos previram ali as muitas mudanças das costas de Macau através das estrelas e conheciam as lutas e conflitos que as acompanham”, questiona a organização.

      O evento de extensão “Coastal Macau Now and Then” será um passeio guiado pelas ruas com embaixadores do património, à procura de pistas costeiras entre os nomes das ruas e testemunhando a mudança de séculos no território. Nomes como Sit Kai Sin, director do Museu Marítimo, o arquitecto Cheang Kim Ngai e do presidente da Associação Cultural de Construção Naval, o arqueólogo Tam Chon Ip, que se juntarão ao evento para revelarem mais sobre a costa de Macau, considerando o Porto Interior e desvendando mais histórias sobre a história zona da cidade.

      A “Exotic Drift” levará as crianças numa viagem pela história dos pescadores coreanos que se deslocaram a Macau há 200 anos, enquanto a “Sea Breeze” oferecerá uma leitura de poesia com poetas e bailarinos locais, ao mesmo tempo que os participantes podem testemunhar as mudanças da cidade.

      O festival também terá actuações dos artistas locais Lai U Kei, Hui Kai Lam e Perry Fok durante o espectáculo de abertura intitulado “Concerto da Brisa” logo no dia 5 de Março. A apresentação consiste numa performance musical com dança e poesia.

      O festival, criado em 2012 e financiado pelo Instituto Cultural (IC) conta ainda com a co-organização da Associação de Dança – Ieng Chi e da Associação para a Reinvenção de Estudos do Património Cultural de Macau.

       

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