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      City of Dreams recebe 5.ª edição de veículos futurísticos  

       

      A Arsenale, loja de design de veículos, reabriu portas ontem pela 5ª vez no City of Dreams. Quem lá foi “viu o futuro”, desde a mais conceituada mota eléctrica do mundo, a vários veículos que voam, e um barco à vela desmontável. Clarence Chung, director do Conselho de Administração da Melco, e Maria Helena de Senna Fernandes, directora da DST, foram recebidos por Patrice Meignan, presidente da Arsenale e entusiasta destes objectos de design de mobilidade que, garante, não são “boys toys” para milionários, são cultura e inovação.

       

      “We have seen the Future” – “Nós vimos o Futuro”, é o slogan da recém-inaugurada 5.ª edição do ‘showroom’ da Arsenale. Ontem, na reabertura da loja no City Of Dreams (COD), Clarence Chung, director do Conselho de Administração da Melco, Maria Helena de Senna Fernandes, dirigente da Direcção do Turismo de Macau (DST), e Patrice Meignan, presidente da Arsenale, inauguraram o espaço, que contém 20 veículos futurísticos que podem “conquistar a terra, os mares, e os céus, com tecnologia de ponta e um estilo ultra-luxuoso”, revelou a organização. Objectos de colecção, ou à venda por preços elevados, estes veículos de tecnologia de ponta, para além de circularem em terra, planam e podem voar. A melhor mota eléctrica do mundo, um SHERP, veículo ucraniano a todo o terreno, um barco à vela desmontável, ou um carro de Fórmula 1 da Renault, são alguns dos produtos exclusivos em exposição na loja-estandarte da Arsenale.

      Na cerimónia de abertura, Clarence Chun expressou a sua satisfação por a Melco manter a parceria com a Arsenale. Destacando que a Melco sempre procurou apoiar o Governo nos seus desejos de desenvolver a diversidade no turismo, “a COD, mais uma vez, está a ir para além dos limites da imaginação para trazer a última tecnologia de mobilidade a todos os compradores e apreciadores, conseguindo assim diversificar os elementos turísticos em Macau e trazer experiências incríveis aos visitantes”, declarou.

      Confiante de que a nova época da Arsenale vai certamente “arregalar olhos” e “atrair mais visitantes que procuram experiências de entretenimento inovadoras”, Maria Helena de Senna Fernandes garantiu que a DST vai continuar a colaborar com a Melco para “prosseguir com a promoção de Macau como um destino de topo para o lazer e entretenimento”.

      Patrice Meignan, por seu turno, recordou no seu discurso que quando abriu a empresa, em 2016, o conceito era o de dar a conhecer as melhores máquinas e os melhores meios de transporte do mundo. “Todos gostamos de movimento, de conduzir carros… mas não apenas carros, gostamos de voar, mergulhar, e usar máquinas extraordinárias. A mobilidade é um tema fantástico, porque, graças à tecnologia, dá-nos liberdade e aventura”, confessou.

      Referindo-se ao tema da exposição, “Nós Vimos o Futuro”, o responsável da Arsenale esclareceu que o conceito se prende com a ideia de que os produtos futurísticos estão a ser criados no momento presente, e que “o futuro é agora”, explicou. Elogiando a cultura chinesa pela sua inovação tecnológica e inteligência, Patrice Meignan confessou que, para si, é importante transmitir essa mensagem às gerações mais novas. “Hoje, o que queremos é que a nossa loja, e esta nova época, não seja apenas vista como uma loja de brinquedos para bilionários, de ‘boys toys’, mas transmitir cultura, conhecimento e um modo de pensar”. Recordando que os produtos expostos “são feitos por designers e engenheiros jovens”, o responsável da Arsenale considera importante “mostrar à juventude de Macau que tudo é possível, se formos trabalhadores e com o modo de pensar certo”.

      Em entrevista ao PONTO FINAL, Patrice Meignan recordou o começo da relação com a Melco. Em 2016 era apenas uma plataforma digital – “no início começa-se assim, com o site, e o Instagram” – e depois, através da exposição da marca online, surgiu a oportunidade de abrir uma primeira loja nos Estados Unidos no “Miami Design District, que diz ser “a melhor zona de venda a retalho no mundo”. “Seis meses depois, recebemos um telefonema da Melco – na altura nunca tinha ouvido falar da Melco – e eles viram o enorme potencial e deram-me o espaço. Disseram-me ‘faz o que quiseres, faz algo maluco, exprime-te, este é o orçamento’”, recorda. “Na altura foi incrível, é uma oportunidade que só acontece uma vez na vida, e eu claro que aceitei”. Em apenas quatro meses – “um período extremamente curto” –  recorda Patrice Meignan, a loja ficou montada, abrindo em 2019. Sobre a Melco, o antigo designer criativo da Fórmula 1 diz serem pessoas “muito exigentes, poderosas”, e que “querem o melhor, por isso, se querem que continuemos, é porque estão a gostar do nosso trabalho, e acho que estamos a fazer um bom trabalho”, admitiu.

      Recordando os anos da epidemia, em que não era possível vir a Macau com tanta facilidade, o presidente da Arsenale confessou que “foi uma loucura”, porque ficou sozinho em Miami sem a família e sem poder vir a Macau, mas estava sempre em contacto com a equipa. Apesar de em dois anos “em termos de visitas diárias, não haver quase ninguém”, Patrice Meignan disse que não teve outra escolha senão “manter a loja viva: continuei a enviar produtos, a falar com a equipa, e a tentar reforçar a parceria para estarmos prontos quando houvesse reabertura das fronteiras”.

      Para o amante de design de mobilidade, estes veículos são mais do que apenas um produto de luxo à venda: são cultura. “É uma indústria, um sector de negócios, é design, e um estilo de vida, e como tal, é cultura. Estou cansado de ouvir pessoas dizerem que a minha companhia é apenas para bilionários, e não, trata-se de transmitir uma paixão”, desabafa.

      “Quando o Governo reabriu, e se começou a falar da indústria não-jogo, e a directora da DST explicou-me que há um montante que tem de ser investido em cultura, e eu respondi-lhe de imediato: isto é cultura”. “Então eles acederam, e consideraram este investimento como entretenimento. Acho que para o Governo, preenche os critérios”, afirma, confiante.

      Em ‘soft opening’ há um mês, o responsável revelou que até segunda-feira teve 700 visitantes. “Em 2019, o número de visitantes foi de 1.500, por isso, 700 é muito. “As coisas estão a correr bem, e também estou muito satisfeito com a forma como as pessoas vêem o ‘showroom’, porque agora está mais amadurecido. A mensagem agora é mais clara, e acho que as pessoas que visitam, e também a Melco, compreendem claramente aquilo que estamos a fazer aqui.

      Planos para o futuro próximo passam por uma dinamização em torno de iniciativas que “activem” o espaço, ambiciona Patrice Meignan.  Um ponto de intercâmbio de tecnologia e design, com palestras, workshops e cursos de design. “Disse à Melco que é importante deixar que as pessoas venham e façam coisas neste espaço”, partilhou.