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      Deputado da FAOM quer saber mais sobre o processo de integração das escolas públicas

      Numa altura em que a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) tem em mãos o processo de integração das escolas oficiais, Lam Lon Wai questiona, em interpelação escrita, o Governo, questionando os moldes dessa integração. O deputado da FAOM sugere que se recolha ainda mais as opiniões da sociedade civil. Tudo por uma consolidação das escolas públicas por forma a garantir espaço e qualidade de aprendizagem aos alunos. O operário sugere ainda que sejam criadas escolas públicas com características especiais nos novos aterros de Macau e ainda na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.

       

      O deputado da Assembleia Legislativa (AL) Lam Lon Wai enviou ontem ao Governo da RAEM uma interpelação escrita onde pretende que seja explicado, pormenorizadamente, o processo de integração das escolas oficiais, já em curso, e que terá efectivação no ano lectivo 2022/2023.

      A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) anunciou em meados de Dezembro passado que, com vista a melhorar o ambiente de ensino, assim como satisfazendo as necessidades de crescimento integral, a integração das escolas oficias será uma realidade.

      A ideia é que as escolas oficiais Zheng Guanying, de Seac Pai Van, Luso-Chinesa “Sir Robert Ho Tung” e Luso-Chinesa da Taipa se mantenham inalteradas. Já a Escola Luso-Chinesa Técnico-Profissional, a Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes e a Escola Primária Luso-Chinesa da Flora vão integrar-se em escolas oficiais que passarão a ministrar todos os níveis de ensino, do Infantil ao Secundário Complementar.

      Conforme o PONTO FINAL escreveu anteriormente, muitos pais não estão confiantes na forma como o processo de integração está a ser conduzido, até porque, dizem, nem sempre as perguntas ficam todas por responder.

      Agora, cabe ao deputado Lam Lon Wai também questionar as autoridades governativas sobre o assunto. O operário está “muito preocupado” com o “desmantelamento” e “deslocalização” de algumas escolas, duvidando que isso possa proporcionar principalmente melhores recursos de serviços aos estudantes. “Como pode a qualidade da aprendizagem dos estudantes ser assegurada quando há mais estudantes, mas não há um aumento do espaço educativo”, questiona o também docente, actual sub-director da Escola Secundária para Filhos e Irmãos dos Operários.

      O parlamentar sugere que se tenha de ouvir mais a sociedade civil em matérias tão sensíveis como a educação das crianças de Macau. Para isso, pede ao Governo que recolha mais opiniões juntos dos pais e encarregados de educação, bem como junto dos professores e até dos alunos, na verdade aqueles que serão mais afectados com as mudanças.

      Ao mesmo tempo, Lam Lon Wai pretende saber se há alternativas e planos de futuro para o panorama escolar no território, nomeadamente com a criação de novas escolas públicas em novas partes do território. “Qual o plano a longo prazo para o desenvolvimento futuro das escolas públicas” é a grande questão do deputado na sua missiva dirigida ao Executivo liderado por Ho Iat Seng.

      O deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), instituição da qual é vice-presidente, acredita que as autoridades “deveriam fazer planos mais detalhados para o desenvolvimento a longo prazo das escolas públicas”, com especial enfoque no desenvolvimento do país e da RAEM, “para formar mais estudantes bilingues”. “Em consonância com o desenvolvimento urbano de Macau, devem ser criadas escolas públicas com características especiais nos novos aterros de Macau e ainda na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”, sugere o deputado, eleito por sufrágio indirecto nas últimas eleições legislativas de 12 de Setembro passado.

       

       

      PONTO FINAL