A deputada Ella Lei enviou ontem uma interpelação escrita ao Governo em que questiona a nova medida das autoridades de saúde, que diz que todos os trabalhadores que não estiverem vacinados terão de apresentar semanalmente um teste de ácido nucleico com resultado negativo. As novas directrizes mereceram críticas de trabalhadores de diferentes áreas, diz a deputada.
Ella Lei, que há uma semana foi reeleita como deputada à Assembleia Legislativa (AL), diz que os cidadãos estão “preocupados”, uma vez que as novas directrizes “poderão mesmo levar à vacinação forçada e afectar os direitos dos trabalhadores”.
A parlamentar chama a atenção para o facto de o Governo de Hong Kong dar tempo de descanso aos funcionários públicos após estes se vacinarem. Por isso, Ella Lei diz que o Governo de Macau deveria proporcionar mais conveniência para quem, por motivos médicos, não pode ser vacinado. As autoridades de saúde locais anunciaram já que os funcionários públicos que não puderem ser vacinados não precisarão de pagar os testes de ácido nucleico, “mas os trabalhadores do sector privado não serão tratados da mesma forma”, diz Ella Lei.
Assim, a deputada, que foi a segunda mais votada nas eleições da semana passada, questiona: “Irá o Governo introduzir incentivos concretos, tais como feriados para vacinação, de modo a encorajar mais empresas privadas a seguirem o exemplo e encorajar os seus funcionários a levarem a vacina?”. “Se não, porque insiste o Governo em não adoptar quaisquer incentivos concretos para encorajar mais pessoas a receberem a vacinação voluntariamente?”, pergunta.
Ella Lei diz que as directrizes têm suscitado dúvidas junto dos trabalhadores do sector privado em particular, uma vez que, segundo a deputada, “a implementação das directrizes pode dar origem a mais problemas”. “A este respeito, como irão os Serviços de Saúde implementar o princípio de vacinação voluntária, tal como estipulado nas directrizes, a fim de evitar qualquer violação do princípio voluntário?”, interroga.
A deputada também pergunta se as autoridades vão emitir instruções para o sector privado, como na educação, jogo, restauração, serviços sociais e desporto, por exemplo. “Pode o Governo responder claramente à pergunta da comunidade sobre se os empregados do sector privado que por razões médicas não podem ser vacinados ficam isentos do pagamento dos testes de ácido nucleico ou terão apoio para que não haja discriminação?”, pergunta.









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