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      Deputado pede aplicação inovadora dos recursos dos museus

      Numa interpelação escrita enviada ao Governo, Ngan Iek Hang sublinha que “um museu é uma janela importante para mostrar a história e a cultura de uma região” e, por isso, considera, é preciso que as autoridades apostem mais na divulgação de algumas instalações, devido ao pouco conhecimento por parte das pessoas e à insuficiência dos produtos culturais e criativos. Uma das suas sugestões passa por “considerar abrir lojas nas plataformas de comércio electrónico do continente para a venda de produtos culturais e criativos, de modo a alargar o renome dos museus de Macau, aumentando, assim, as suas receitas e contribuindo para o seu funcionamento”.

      O deputado da Assembleia Legislativa (AL) Ngan Iek Hang interpelou o Governo pedindo uma maior “aplicação inovadora dos recursos dos museus”, considerando que “um museu é uma janela importante para mostrar a história e a cultura de uma região”.

      O bancário de profissão admite que, por exemplo, na página electrónica da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), “não é difícil descobrir que os recursos dos museus e das salas de exposições de Macau são bastante ricos, pois, nesta terra pequena, há mais de 40 museus”, além disso, acrescenta que “cada um deles tem um estilo diferente e os seus temas e características quase não se sobrepõem”.

      Nos últimos anos, refere ainda Ngan Iek Hang, “o Instituto Cultural tem acompanhado de perto a moda, lançando a aplicação de visita guiada virtual do Museu de Macau, que inclui a Realidade Virtual (VR), a Realidade Aumentada (AR) e o serviço de visita guiada por código QR2, desenvolvendo as exposições online de algumas instalações, dispondo de locais para fotografia e aposição de carimbo, no sentido de proporcionar aos residentes e turistas uma experiência rica em cultura e em museus”. Ainda assim, aponta o também vice-presidente do Centro da Política da Sabedoria Colectiva, “devido à diferente distribuição geográfica dos museus, à falta de divulgação de algumas instalações, ao pouco conhecimento por parte das pessoas e à insuficiência dos produtos culturais e criativos, quanto à optimização da utilização dos recursos dos museus e da forma inovadora de apresentação dos mesmos”.

      Nesse sentido, o parlamentar aponta que, embora os recursos dos museus de Macau sejam abundantes, “a sua localização dispersa e a falta de divulgação de algumas instalações de pequena dimensão dificultam o conhecimento por parte dos residentes e dos turistas” e, por isso, sugere que, para além do reforço das acções de divulgação, “tendo em conta as ligações potenciais entre os museus, sejam criadas várias séries, por exemplo, uma série sobre a cultura tradicional chinesa, uma sobre a história moderna, uma sobre a cultura ocidental e uma sobre a apreciação artística”. As autoridades devem, também, segundo Ngan Iek Hang, “com base na aposição do carimbo, proporcionar as indicações sobre a localização de outros museus, ou daqueles nas proximidades, no sentido de criar um modelo de visita encadeado, aumentando, assim, o desejo de exploração dos residentes e turistas”.

      O parlamentar enfatiza que “muitos museus da China continental empenham-se em desenvolver produtos culturais e criativos, explorando muitos novos e divertidos, por exemplo, caixas cegas de relíquias culturais, combinando com o comércio electrónico, para divulgar a cultura no meio da diversão e aumentar o interesse arqueológico das crianças, o que contribui para aumentar o renome e as receitas dos museus” e admite que “os museus de Macau também têm muitos produtos culturais e criativos”, contudo, acusa, “os tipos são relativamente poucos, e apenas alguns museus de grande dimensão têm produtos mais diversificados”, sugerindo que o Executivo, no futuro, conjugue “as características dos museus com a mentalidade dos turistas, no sentido de explorar mais produtos novos, bonitos e práticos” e, ao mesmo tempo, “considere abrir lojas nas plataformas de comércio electrónico do continente para a venda de produtos culturais e criativos, de modo a alargar o renome dos museus de Macau, aumentando, assim, as suas receitas e contribuindo para o seu funcionamento”.