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      Hengqin como forma de diversificar a economia de Macau e “facilitar a vida” dos residentes

      Depois de o Governo Central ter promulgado oficialmente o Projecto geral de construção da zona de cooperação aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, o Executivo de Macau explicou que este é um projecto que visa diversificar a economia local designadamente nas áreas de ‘big health’, medicina tradicional chinesa, indústria financeira e tecnologia, por exemplo. Além disso, o Governo diz que o projecto visa também proporcionar melhores serviços aos residentes de Macau.

      Pequim promulgou no domingo o Projecto geral de construção da zona de cooperação aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. Num comunicado divulgado ontem, o Governo de Macau explica o que implica a iniciativa, que vai da tentativa de diversificar a economia local até à tentativa de melhorar a qualidade de vida dos residentes.

      O projecto, promovido e coordenado pelo Presidente chinês Xi Jinping, estipula orientações para a exploração da Ilha da Montanha enquanto zona de cooperação Macau-Guangdong. Um dos objectivos prioritários é, então, fazer de Hengqin uma plataforma para promover o desenvolvimento da diversificação da economia de Macau.

      Uma vez que a diversificação da economia fica limitada pela escassez de terrenos, o Governo diz que Hengqin “criará espaço e condições para o desenvolvimento da diversificação adequada da economia de Macau”. O foco irá para o desenvolvimento da indústria de ‘big health’ como ponto de partida de investigação, o desenvolvimento e produção de medicamentos tradicionais chineses, a indústria financeira moderna, a tecnologia de ponta, as convenções e exposições e sector comercial e ainda as indústrias cultural e desportiva.

      Por outro lado, a zona de cooperação Macau-Guangdong pretende “facilitar a vida e o emprego” dos residentes de Macau. O projecto prevê a articulação transfronteiriça entre Guangdong e Macau na área dos serviços públicos e segurança social, “com vista a proporcionar aos residentes de Macau serviços aperfeiçoados, um maior espaço com qualidade de vida, bem como fornecer condições de vida mais favoráveis”. Além disso, neste âmbito, as autoridades dizem ainda que o objectivo passa por disponibilizar às novas gerações “um cenário mais amplo de desenvolvimento, mais oportunidades de estudo, emprego, inovação e empreendedorismo, criando um ambiente propício para viver e trabalhar, tendencialmente semelhante ao de Macau”.

      O princípio “Um País, Dois Sistemas” também é visado neste projecto. Segundo as autoridades, a zona de cooperação vai integrar as vantagens de Macau, nomeadamente, o princípio “Um País, Dois Sistemas”, a zona aduaneira autónoma, o porto franco para comércio internacional, a rede de ligação ao exterior, bem como as vantagens de Hengqin no que toca ao espaço e recursos. “Vamos explorar de forma corajosa novos sistemas, novos mecanismos e novos modelos para criar uma zona aberta de alto nível com características chinesas e destacar as vantagens dos ‘Dois Sistemas’”, lê-se no comunicado.

      Por fim, o Governo diz que a zona de cooperação vai “romper as barreiras do fluxo transfronteiriço das tecnologias, quadros qualificados, capital e informação, bem como, impulsionar a articulação dos regulamentos, regimes e sistemas de Macau com os critérios internacionais, a fim de criar um sistema económico altamente aberto”.

      “Vamos criar um sistema de negociação, construção e administração conjuntas e compartilha de resultados entre Guangdong e Macau, e acelerar o aumento da capacidade global e da competitividade da Zona de Cooperação, com o objectivo de concretizar um desenvolvimento com qualidade e dar um forte suporte ao papel de Macau e Zhuhai como polos da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, por forma a incentivar e impulsionar o desenvolvimento rápido da zona oeste do Rio das Pérolas”, conclui o Executivo. Na sexta-feira vai realizar-se uma conferência de imprensa onde o Governo vai detalhar os pressupostos do projecto e apresentar conteúdos concretos.