O 17.º Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas (IIICF) encerrou na passada sexta-feira com altos resultados, incluindo a assinatura de 21 acordos de cooperação no valor total de 9,9 mil milhões de dólares americanos. Coorganizado pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) e pela Associação dos Construtores Civis Internacionais da China (CHINCA), o evento superou as expectativas em termos de internacionalização e gerou mais de 200 sessões de emparelhamento entre empresas de diferentes continentes.
A edição deste ano do IIICF, que se realizou entre os dias 10 e 12 de Junho, marcou mais uma vez o território como ponto de encontro vital para os líderes da construção pesada e das infra-estruturas internacionais. Sob o tema “Conectividade de Infra-estruturas com Capacitação Verde e Digital”, a feira ocupou uma área de exposição de cerca de oito mil metros quadrados e contou com mais de três mil e quinhentos participantes, entre os quais ministros, empresários e especialistas oriundos de mais de setenta países e regiões.
Os números finais do certame evidenciam uma crescente relevância internacional. Os vinte e um acordos rubricados abrangem sectores como os transportes, a construção civil, a energia, a electricidade, a mineração e a fundição de metais não ferrosos. No total, as parcerias envolvem quinze países e regiões, com especial destaque para os contactos estabelecidos com Angola, Brasil, El Salvador e Chile, o que demonstra o papel da plataforma na intermediação entre a China e os mercados de língua portuguesa e espanhola.
Numa conferência de imprensa de balanço, o presidente da CHINCA, Fang Qiuchen, destacou quatro principais conquistas. O fórum evidenciou os progressos globais no desenvolvimento verde e na inovação digital, apresentou soluções chinesas para a interconectividade internacional e alcançou a prestigiada acreditação da Associação Global da Indústria de Exposições (UFI). Por fim, potenciou uma plataforma de negócios que gerou um ciclo virtuoso de análise de índices, encontros de negócio e concretização de projectos.
Já o presidente do IPIM, Che Weng Keong, sublinhou os ganhos para a economia local, notando que mais de 95 por cento dos stands personalizados geraram receitas superiores a dez milhões de patacas para o sector de montagem de eventos, demonstrando o efeito multiplicador das convenções internacionais na cidade. Keong acrescentou que os acordos assinados reflectem as oportunidades emergentes no âmbito do 15.º Plano Quinquenal da China e do 3.º Plano Quinquenal de Macau.
O evento incluiu mais de 250 actividades temáticas e complementares. Uma das novidades foi a integração de visitas guiadas aos bairros históricos e mercados tradicionais de Macau, que contou com a participação de cerca de 30 comerciantes estrangeiros. Os convidados provenientes da América Latina e das Caraíbas tiveram ainda a oportunidade de realizar uma visita de estudo à Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, tendo perspectivado futuras colaborações.
Segundo o comunicado do IPIM, os ministros de países de língua portuguesa presentes no fórum classificaram o IIICF como um evento de “referência no sector”, destacando a sua capacidade de conectar os mercados lusófonos ao gigante chinês das infra-estruturas. Paralelamente, empresas de energia de países de língua espanhola aproveitaram a ocasião para estabelecer parcerias com fabricantes chineses de equipamentos, nomeadamente nas áreas das centrais fotovoltaicas e do armazenamento de energia, atualmente em rápido crescimento. Já os representantes do Sudeste Asiático, que participaram na sessão de intercâmbio empresarial, consideraram o fórum uma plataforma “ideal para a introdução de tecnologias avançadas e a expansão de negócios”.
O evento também contou ainda com a participação de expositores de Macau e de Hengqin. A organização concluiu que o modelo de integração entre convenções, exposições, visitas de estudo e emparelhamento provou ser eficaz, gerando não apenas negócios, mas também um ambiente “propício à cooperação duradoura e à partilha de conhecimento entre países”.w











