O Chefe do Executivo não sabe quando é que Macau voltará a ter prosperidade económica e não garantiu que a retoma aconteça nos próximos cinco anos. A crise que afecta o território marcou a sessão de ontem na Assembleia Legislativa, com vários deputados a questionarem Ho Iat Seng sobre o desemprego.
A questão da economia de Macau e do emprego dos residentes marcou a sessão de ontem de perguntas e respostas que contou com a presença de Ho Iat Seng na Assembleia Legislativa (AL). Foram vários os deputados que pediram ao Chefe detalhes sobre os planos para alavancar a economia e baixar a taxa de desemprego.
“Se eu posso garantir que daqui a cinco anos vamos ter prosperidade? Não posso garantir isso”, afirmou o Chefe do Executivo. Ho Iat Seng comparou esta crise com a crise financeira mundial de 2008 e assinalou que “o primeiro país a sair da crise foi a China”. No entanto, “não é de imediato que a economia se revitaliza”, ressalvou, sublinhando que não é possível prever quando se poderá reverter o ciclo negativo.
“Esperamos que muito em breve possamos ver a retoma a chegar e, para isso, temos de ter confiança”, afirmou no hemiciclo, voltando a comparar a situação actual com a de 2008: “Em 2008 a situação estava muito má e as concessionárias nem queriam os terrenos, não estavam interessadas em obter os terrenos porque as perspectivas não eram boas. Agora as concessionárias continuam a ter confiança”.
Quanto à taxa de desemprego dos residentes, que em Fevereiro subiu para 4,3%, Ho Iat Seng admitiu que o Governo poderá pensar em novas subvenções e abonos para os desempregados. Porém, “o que pretendemos é que esses trabalhadores venham a adquirir novas competências para a sua candidatura”. “Não basta apenas atribuir subsídios”, salientou, pedindo “iniciativa” aos residentes desempregados.
O governante indicou que as seis concessionárias de jogo têm estado a cumprir as regras, tentando não despedir muitos trabalhadores. As operadoras “querem assumir a sua responsabilidade social”. Contudo, Ho alertou que a alteração à lei do jogo, que está em discussão em sede de comissão na AL, poderá trazer “outras consequências” no que toca ao emprego no sector.
O Chefe do Executivo referiu que, para melhorar a taxa de desemprego, pediu à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) para “simplificar os procedimentos de divulgação de informação sobre postos de trabalho” através da Conta Única 2.0. Além disso, as autoridades vão continuar com o plano de formação subsidiada e estágios, tendo já sido alargado o âmbito de aplicação deste plano. “Temos de transformar os recursos em emprego adequado para corresponder à realidade”, comentou.
Por fim, o Chefe do Executivo frisou que a DSAL tem estado a trabalhar para diminuir o número de trabalhadores não residentes, nomeadamente nos casinos. “Queremos que os casinos libertem mais postos de trabalho para os locais”, disse.
PONTO FINAL











