A companhia aérea chinesa Beijing Capital Airlines inaugurou na segunda-feira uma nova rota direta entre o Aeroporto Internacional de Pequim Daxing e Lisboa que vai operar durante cerca de três meses. Segundo um comunicado enviado pela companhia à Lusa, o voo inaugural JD627 partiu às 10:55 e aterrou às 17:15 no Aeroporto de Lisboa, assinalando a primeira ligação directa entre Daxing e a capital portuguesa. A rota com uma duração aproximada de 13 horas, será operada semanalmente, às segundas-feiras, com aeronaves Airbus A330 de fuselagem larga.
Portugal já conta com um voo regular para a China operado pela mesma companhia duas vezes por semana, entre Lisboa e Hangzhou, capital da província de Zhejiang. Essa ligação tem uma frequência de dois voos semanais, sendo operada de forma regular desde a retoma das ligações aéreas entre os dois países, após o fim da política chinesa de ‘zero covid’. Actualmente, não existem voos diretos regulares entre Lisboa e Pequim, sendo as ligações normalmente asseguradas com escalas em ‘hubs’ europeus ou do Médio Oriente.
O anúncio da companhia aérea surge num contexto da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que levou ao cancelamento de vários voos com escala na região. Na cerimónia de boas-vindas, organizada em conjunto com a ANA Aeroportos de Portugal e a Embaixada da China em Lisboa, o embaixador Yang Yirui afirmou que “esta ligação constitui um importante marco na cooperação aeronáutica entre a China e Portugal, contribuindo para aprofundar a colaboração bilateral nas áreas do comércio, investimento, turismo, educação e intercâmbio cultural”. A diretora comercial da ANA, Karen Strougo, sublinhou no comunicado que “Lisboa reforça a sua posição como hub europeu e plataforma transatlântica, permitindo aos passageiros provenientes da China aceder a destinos na Europa, América e África através da rede da TAP Air Portugal”. Entretanto, a representante da Capital Airlines, Coral Chen, destacou que “a inauguração bem-sucedida da rota Pequim Daxing-Lisboa só foi possível graças ao apoio das autoridades governamentais da China e de Portugal, dos organismos reguladores da aviação civil, dos aeroportos parceiros e de todos os setores da sociedade”.













