Lawrence Ho propõe estender plataforma sino-lusófona de Macau a Hengqin

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Lawrence Ho, membro de Macau na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e líder da Melco Resorts, espera que seja reforçado o papel de Macau como ponte de intercâmbio internacional, e que seja alargada até Hengqin a plataforma de serviços para a cooperação económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, até outras zonas de língua de origem latina. O empresário quer que haja no futuro mais simpósios e competições internacionais em Macau e na Ilha da Montanha.

Macau deve aproveitar ao máximo as suas vantagens de internacionalização e servir-se melhor da abertura do país, estendendo as funções de plataforma sino-lusófona do território até à Ilha da Montanha, sugere Lawrence Ho numa proposta apresentada nas “duas sessões”, que estão a decorrer em Pequim.

O representante de Macau na 14.ª sessão do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) falou sobre a indústria do turismo e da cultura como estratégia de desenvolvimento económico, considerando que Macau, sendo uma zona franca, deverá desempenhar as funções de janela que conecta a China ao exterior, de forma a prosperar a economia interna da região e também activar a procura externa.

“Sugere-se o reforço das funções de plataforma sino-lusófona para promover o intercâmbio cultural, turístico e empresarial. A plataforma deve ser alargada à Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, construindo uma plataforma de intercâmbio directa e cooperação entre o interior da China e os países de língua portuguesa, até [de origem] latina, em termos das áreas de cultura, turismo, exposições e comércio”, enfatizou Lawrence Ho, citado pelo Jornal do Cidadão.

Na mesma linha, o empresário, ao recordar a estratégia de desenvolvimento de “Um Centro, Um Plataforma e Uma Base”, propôs a implementação de políticas preferenciais de portos livres de comércio e áreas aduaneiras com isenção de impostos, promovendo de forma qualitativa e quantitativa o comércio bilateral sino-lusófono. Recomendou assim que se faça gradualmente a liquidação de negócio de dólares norte-americanos para o renminbi, ajudando o desenvolvimento da internacionalização da moeda chinesa.

Lawrence Ho realçou ainda que é necessário Macau desenvolver mercados estrangeiros e contruir pontes de comunicação internacional. Nesse sentido, deve cooperar com as embaixadas no exterior para organizar, por exemplo, um Ano Cultural de Macau, tanto em Hengqin e na região, como no exterior. Lawrence Ho sugeriu também a realização de simpósios internacionais de cultura e turismo, e a introdução de competições, concursos e exposições de grande escala de influência internacional, através de uma organização conjunta.

O presidente e CEO da Melco solicitou ao Governo Central que relaxe adequadamente os requisitos de pedidos de vistos, de entrada ao interior da China, para especialistas, académicos e turistas participantes de eventos e convenções e exposições, com vista a facilitar a organização para viagens transfronteiriças entra a Grande Baía, a Ilha de Montanha e Macau. Assim, Lawrence Ho espera que se crie gradualmente “um novo ponto de acesso para o turismo transfronteiriço com características distintas, instalações de apoio completo e serviços perfeitos”, até avançar o planeamento de rotas de transporte e turismo na área da Grande Baía, e promover a viagem rodoviária entre as cidades da Grande Baía.

Destacando as condições de Macau na cooperação estreita com as organizações internacionais, Lawrence Ho apontou que as autoridades podem convidar as organizações culturais e equipas criativas a contribuir com novas ideias, tecnologias e aplicações no mercado de turismo cultural de Macau, incluindo projectos inovadores, ‘big data’ e inteligência artificial.