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      InícioSociedadeÓmicron não muda o status quo de Macau

      Ómicron não muda o status quo de Macau

      Pelo menos para já, conforme assumiram os Serviços de Saúde na sua habitual conferência de imprensa semanal sobre a pandemia de Covid-19. As autoridades sanitárias continuam à espera de mais dados concretos, como o período de incubação da nova variante, para tomar decisões mais concretas quanto à prevenção e quanto ao combate ao vírus SARS-CoV-2.

       

      As autoridades sanitárias do território estão a aguardar mais dados sobre a nova variante Ómicron que está em crescendo no mundo. Na habitual conferência de imprensa semanal do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus sobre a pandemia de Covid-19, os Serviços de Saúde manifestaram uma preocupação moderada com a questão, assumindo que a sua transmissão é alta se comparado com as outras variantes, mas, para já, é apenas isso. “De acordo com as informações que temos, a capacidade de transmissão da variante Ómicron é mais alta quando comparada com as restantes variantes, mas ainda não temos dados suficientes sobre outras particularidades da variante, como, por exemplo, o período de incubação do vírus”, notou Leong Iek Hou, coordenadora do Núcleo de Prevenção e Doenças Infecciosas e Vigilância da Doença.

      Ao mesmo tempo, todos os procedimentos restritivos em vigor são para manter. “O período de quarentena vigente só será estendido, ou até mesmo diminuído, quando tivermos a certeza de qual é o período de incubação do vírus. Depois disso, tomaremos uma decisão”, acrescentou a médica, que voltou a lembrar a população que o combate à doença “continua a ser feito com as medidas de prevenção como uso de máscara e distanciamento social e, claro, a vacinação”.

      Recorde-se que a 26 de Novembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou e designou a variante Ómicron, uma variante recém-identificada pela primeira vez no Botswana e na África do Sul, como uma variante preocupante. A indicação precoce sugeriu que essa variante pode ter maior transmissibilidade e já se espalhou em mais de 30 países e regiões, inclusive China continental, Hong Kong ou Portugal. “Aceitamos que possam ocorrer novos casos, tanto importados como locais, mas queremos limitar esses casos ao máximo para reduzir ao máximo qualquer contacto com a comunidade. A detecção precoce e uma observação constante são os caminhos a seguir”, disse ainda.

      A abertura com Hong Kong é questão recorrente dos jornalistas, semana após semana. O presidente do Trip.com, James Liang, admitiu, recentemente, que a fronteira entre o continente e Hong Kong pudesse abrir esta semana, algo que, até ao momento, não veio a suceder. Leong Iek Hou, também respondeu como habitualmente tem feito. “Estamos a manter os contactos com a China continental e com Hong Kong.”

       

      Fracamente positivo

       

      Um residente de Macau, que chegou ao território, vindo do Camboja via Singapura, no dia 15 de Dezembro, apresentou um teste de ácido nucleico “fracamente positivo” e foi classificado como caso importado de infecção assintomática, conforme as novas normas em vigor.

      Trata-se de um homem de 30 anos que, antes da partida, foi submetido a testes de ácido nucleico no Camboja nos dias 9, 11 e 13 de Dezembro, respectivamente, e todos os resultados deram negativos. No dia 15 de Dezembro, apanhou o voo n.º SQ157 do Camboja para Singapura (no assento n.º 53A) e viajou de avião n.º TR904 de Singapura para Macau (no assento n.º 8A). Logo que entrou em Macau, foi sujeito a um teste de zaragatoa nasofaríngea, cujo resultado deu “fracamente positivo”.

      O homem foi inoculado com duas doses da vacina inactivada chinesa da Sinopharm em Junho e Julho deste ano, e, neste momento, não apresenta quaisquer sintomas suspeitos relacionados com a Covid-19.

      Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 952.275 doses de vacinas contra a Covid-19. 489.783 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 36.225 indivíduos e 431.783 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses. 21.775 pessoas já foram vacinadas com a terceira dose. A percentagem da população vacinada com, pelo menos, uma dose da vacina, é de 71,70%. Nas últimas 24h, ocorreram nove notificações de eventos adversos (nove eventos adversos ligeiros e nenhum grave, tendo sido três casos relacionados com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e seis casos da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 3.953 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (3.942) considerados adversos ligeiros e apenas 11 graves.

       

      PONTO FINAL