Macau será por momentos a capital mundial do canto colectivo. A Associação de Arte Coral de Macau (AACM) anunciou que a cidade irá acolher, pela primeira vez, o prestigiado Simpósio Mundial de Música Coral (WSCM), que decorrerá de 23 a 28 de Agosto de 2026. O evento, organizado sob os auspícios da Federação Internacional de Música Coral (IFCM), uma organização internacional afiliada à UNESCO, coloca o território na rota dos grandes encontros artísticos globais, seguindo-se à edição de 2023 em Istambul.
Sob o lema “Reimaginar o Futuro”, o simpósio reestrutura a cidade num palco global de excelência e inovação coral durante cinco dias intensos de actividades. O programa incluirá concertos de gala, workshops, fóruns académicos e exposições, criando uma ponte internacional para a comunidade coral e fomentando novas parcerias artísticas.
A escolha de Macau como sede deve-se à sua simbiose única de culturas orientais e ocidentais, ao seu “vibrante panorama artístico e ao seu rico património”, factores considerados ideais para criar um ambiente inspirador onde “as vozes de todos os continentes podem verdadeiramente confluir”, conforme sublinha a organização.
Já estão confirmadas as participações de 14 coros de renome mundial, incluindo o Hamilton Children’s Choir (Canadá), o Madrigal Choir (Filipinas), o conjunto estoniano Vox Clamantis, os Crazy Singers Choir (Hong Kong), o Shanghai Youth Choir (China), o Ansan City Choir (Coreia do Sul) e o prestigiado World Youth Choir. Para além das actuações, o simpósio contará com 40 palestras com oradores de renome mundial a conduzir masterclasses e workshops.
Um dos objectivos destacados pela organização é a integração do talento local. A Associação de Arte Coral de Macau manifestou a intenção de incluir grupos corais de Macau, “particularmente os renomados coros escolares que têm encantado os nossos entusiastas locais há tantos anos”, assegurando que a comunidade coral da cidade terá um papel activo no evento.
A realização do WSCM 2026 em Macau é vista como um marco significativo para a afirmação internacional do território como um centro de intercâmbio cultural e celebração musical. A organização também chegou a expressar a sua gratidão pelo apoio da Diocese de Macau e apela ao envolvimento ativo de instituições dos sectores público e privado para fazer do evento “o destaque do ano”.













