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      Aristas locais expõem 180 obras de arte na maior exposição do ano no Parisian

      A cena artística da região atinge um novo patamar com a inauguração da exposição anual da Associação de Artistas de Macau, reunindo 180 obras no Parisian. O evento, que decorre até Março de 2026, celebra o duplo reconhecimento internacional do território como Cidade da Cultura do Leste Asiático 2025 e os 20 anos do Centro Histórico como Património Mundial. 

      Num diálogo entre tradição e contemporaneidade, a Sands China revela a alma criativa de Macau através da mais abrangente mostra de arte do ano. A partir de 1 de Dezembro, o Shoppes do Parisian Macao transformar-se-á num epicentro cultural, acolhendo a exposição que consolida o território como plataforma emergente das artes visuais na Ásia. A exposição ocupa cinco espaços comerciais no terceiro andar do resort, criando um percurso expositivo incomum que desafia as convenções tradicionais de apresentação artística.

      Sob a curadoria de Lok Hei e coordenação de Ng Wai Kin e Lao Chon Hong, a exposição apresenta 180 obras que funcionam como um retrato colectivo da maturidade artística dos artistas do território. Cada peça conta uma história, da mestria técnica de Lao Fu Ip na pintura tradicional chinesa “Goddess of the Rhythmic Waves” à ousadia conceptual de Eric Fok, cujo “Dialogue Concerning the Two Chief World Systems” em ponta de feltro desafia convenções. A selecção demonstra como os artistas locais dominam com igual excelência meios tão diversos como a aguarela de Lio Man Cheong, capturando a dança do dragão embriagado, ou a gravura contemporânea de Chan In Tong em “The Last Repair”.

      A diversidade de técnicas e suportes é o ponto central, abrangendo desde os óleos tradicionais de Zha Rui em “Exterminating Evil” até às experiências em ‘mixed media’ de Kou Iun Fong em “The Beauty of the Gathering”. A caligrafia clássica de Ng Si Meng convive com a pintura acrílica contemporânea de Lok Hei em “Hei! What brings U here”, criando um diálogo temporal que espelha a própria identidade cultural de Macau. As obras seleccionadas representam diferentes gerações de artistas, desde mestres consagrados a talentos emergentes, oferecendo uma visão panorâmica do ecossistema artístico local.

      O momento de abertura desta exposição não poderia ser mais simbólico. Ao celebrar simultaneamente o 20.º aniversário da classificação do Centro Histórico como Património Mundial e a designação de Macau como Cidade da Cultura do Leste Asiático 2025, a mostra pode estabelecer uma ponte entre o legado cultural e a criação contemporânea. Esta convergência de efemérides sublinha a evolução do território de conservador patrimonial a dinamizador activo da produção cultural contemporânea, contribuindo para posicionar Macau no panorama artístico regional.

      A Associação de Artistas de Macau, fundada em 1956 e detentora da Medalha de Mérito Cultural desde 2016, demonstra através desta exposição o seu papel na estruturação do ambiente artístico local. Com mais de 400 membros, a instituição tem cultivado sucessivas gerações de criadores, promovendo intercâmbios que vão desde os programas educativos “Rainbow Road” na China continental até colaborações regulares com Portugal, Coreia do Sul, Itália, Myanmar e Egipto. Além disso, a criação da Associação de Jovens Artistas de Macau em 2019 reflecte o compromisso com a renovação geracional e a inovação artística.

      A escolha do Parisian como cenário representa também outra estratégia curatorial. Ao inserir a produção artística local num contexto de luxo e internacionalidade, a exposição aparece como diluidora de fronteiras convencionais entre espaços culturais e de entretenimento, mais uma vez reflectindo a natureza única do território como ponto de encontro da arte global. Os organizadores destacam na declaração curatorial que “as obras requintadas e o ambiente elegante e luxuoso do Parisian ressoam entre si, criando um brilho renovado através da sua interacção harmoniosa”.

      A “Exposição de Obras de Membros da Associação de Artistas de Macau 2025”  c permanece no Parisian Macao de 1 de Dezembro de 2025 a 27 de Março de 2026. A entrada é livre, diariamente das 10h00 às 23h00.