Saturnália (I)

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Em Julho de 2022, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, promulgou uma lei que permitia à Igreja Ortodoxa Autocéfala (= independente) da Ucrânia celebrar o Natal a 25 de Dezembro como já o fazia a Igreja Católica Ucraniana de rito bizantino. Tradicionalmente, o Natal na igreja ortodoxa é celebrado na viragem do dia seis para o dia sete de Janeiro, coincidindo com a nossa festividade dos Reis, também chamada de Epifania. Já a Igreja Ortodoxa Ucraniana do patriarcado de Moscovo continua a celebrar o Natal na Ucrânia na mesma data que na Rússia. Como resultado, na Ucrânia o Natal celebra- se em duas datas diferentes. Mas, afinal, em que dia nasceu Jesus, a 25 de Dezembro quando a Igreja Romana e o resto do Ocidente celebram o Natal ou a sete de Janeiro quando o fazem os Ortodoxos no Leste?

Na verdade, nós sabemos muito pouco acerca das circunstâncias do nascimento de Jesus Cristo já que o texto bíblico, ainda que abundante de simbolismos de alto valor teológico, é escasso em informação factual e a pouca que tem, não é muito clara. Por exemplo, a imagem do presépio com a vaquinha, o burro e as ovelhinhas com que todos nós crescemos faz parte de interpretações do texto que datam da antiguidade tardia ou mesmo do mundo medieval. Neste caso particular, a ideia do presépio onde Jesus, filho de Deus, nasce quase como um indigente no meio de animais é uma ideia propagandística explorada, sobretudo, pelos franciscanos na sua tentativa de nos vender o princípio, que eles próprios têm alguma dificuldade em seguir, de que ‘ser pobre é bom’–é duvidoso que, se perguntados, os pobres concordassem, mas isso são outros quinhentos!

Entre a falta de informação clara acerca do nascimento de Jesus está a data do seu natal. Há diferentes possibilidades, algumas mais ou menos mirabolantes, mas a que colhe mais água é que Jesus nasceu no mês de ‘Nisan’. Este mês do calendário lunar judaico cai entre os meses de Março e Abril do nosso calendário gregoriano. Esta possibilidade é calculada tendo em conta que João Baptista, primo de Jesus, nasceu seis meses antes Dele, e que o nascimento de João Baptista é mais fácil de calcular graças a informações contidas no evangelho de São Lucas no que respeita às actividades sacerdotais de Zacarias, seu pai, no templo.

Assim, tanto o 25 de Dezembro, como o sete de Janeiro não são datas bíblicas nem têm associadas a elas nenhum tipo de cálculo que as justifique. Estas duas datas, que se referem ao um mesmo feito, derivam, primeiro, do sincretismo por parte do cristianismo de elementos da Roma pagã, e, segundo, de mudanças no calendário romano que foram responsáveis pela duplicação da data de um só evento. Para podermos entender como se chegou aqui, é necessário primeiro empreender uma viagem ‘pelo’ tempo.

Datar seja o que for, depende de um sistema de datação, ou calendário, que por sua vez depende da nossa concepção ou divisão do tempo. O conceito, ou conceitos de ‘tempo’, deixaremos para uma próxima vez, já que esta é uma questão muitíssimo mais complicada do que possa parecer à primeira vista.

À cabeça da divisão do tempo estão dois astros, o ‘sol’ e a ‘lua’. Estes dois astros comportam-se de forma diferente, o sol brilha com incomparável intensidade, emana calor e não permite que nele fixemos o nosso olhar; a lua, por sua vez, brilha pouco e vai desaparecendo e ressurgindo conforme passa o tempo. É da observação do modo como estes astros se comportam e da influência que exercem sobre o mundo que nos rodeia mais imediatamente que deriva a forma como nós concebemos o tempo.

A divisão mais imediata do tempo que a Natureza nos sugere é a sucessão dos dias e das noites; o sol reina sobre o dia enquanto que a lua “ilumina” a noite. Esta primeira divisão do tempo é oferecida pela Natureza sem necessidade de qualquer interpretação ou cálculo.

A seguir vem a semana que embora não derive tão imediatamente da Natureza ainda assim encontra na observação dos astros a sua justificação. Porque é que a semana tem sete dias e não oito ou seis? Os sete dias da semana correspondem aos sete dias de cada fase da lua.

Ainda há quem acredite por aí que a bíblia diz que o mundo foi feito em sete dias, mas a bíblia, se nós a soubermos ler, não diz isso. O primeiro ‘mito’ da criação do mundo, que se encontra no livro do Génesis, capítulo primeiro até ao versículo terceiro do capítulo segundo, narra, de facto, a criação do mundo numa sucessão de sete dias em que Deus, como se de um obreiro se tratasse, faz o seu trabalho num período de seis dias e descansa no sétimo. No versículo quarto do segundo capítulo, começa uma outra narração da criação do mundo, esta considerada mais antiga e autóctone da Palestina, onde o mundo, incluindo o Homem, são criados num só dia. À diferença da primeira narrativa, onde o homem é a última ‘coisa’ a ser criada, na segunda o Homem é a primeira criação de Deus. A seguir ao Homem, Deus cria um jardim onde o coloca, depois disso é que as plantas e os animais serão criados. Na primeira narrativa, o Homem, em Hebraico ʾāḏam, o nosso Adão, é criado, a semelhança de Deus, como zāḵār ‘varão’ e nəqēḇâ ‘mulher’ à primeira, enquanto que é na segunda narrativa que encontramos a famosa estória da mulher criada a partir da costela de Adão. Embora a narrativa dos sete dias venha primeiro, a mais antiga e mais primitiva é a segunda. A primeira narrativa é considerada de origem mesopotâmica, trazida para a Palestina depois do chamado ‘Cativeiro da Babilónia’, e reflecte como tal o avançado estado civilizacional dos Babilónios e dos Assírios que adoptaram, por volta de 4 000 a.C., o sistema de semanas de sete dias. O texto bíblico sugere ainda que até poderia já existir um dia de descanso, pelo menos, para certos trabalhadores.

Hoje em dia, a semana de sete dias é uma forma básica de divisão do tempo em todo o mundo, sobretudo no âmbito do trabalho e dos negócios, porque, entretanto, o calendário romano, na base do calendário ocidental, adoptou um carácter universal, sendo usado mesmo onde este coexiste com calendários locais diferentes.

Às vezes lê-se por aí que a semana de sete dias foi adoptada pelos Romanos no tempo do imperador Constantino a partir do calendário hebreu usado pelos cristãos. Mas, se os Romanos tivessem adoptado os dias da semana dos hebreus através do cristianismo, os dias da semana não teriam nomes de divindades pagãs. Tanto os dias da semana dos gregos como os dos romanos adoptaram os nomes de planetas que, para ambos os povos, representavam também divindades dos seus panteões.

Os nomes dos grandes astros luminares que os dias da semana adoptaram na Mesopotâmia, nomeadamente o Sol, a Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vénus e Saturno, representam os planetas que os astrónomos assírios e os aabilónios conseguiam ver a olho nu. À excepção do Domingo e do Sábado, que, por óbvias razões de natureza religiosa, perderam os seus nomes de planetas e divindades pagãs, ainda hoje os dias da semana mantêm estes nomes, não em Português, mas em todas as outras línguas e dialectos românicos. Assim, a Segunda-feira era, em Latim, o ‘dies Lunae’ ou ‘dia da Lua’, daí o espanhol ‘lunes’, o francês ‘lundi’ e o italiano ‘lunedì’; a Terça-feira era o dia de Marte ou ‘dies Martis’ em Latim (esp. ‘martes’, fr. ‘mardi’, it. ‘martedì’), a Quarta-feira era o dia de Mercúrio ou ‘dies Mecurii’ (esp. miércoles, fr. mercredi, it. mercoledì), a Quinta-Feira o dia de Júpiter ou ‘dies Jovis’ (esp. jueves, fr. jeudi, it. giovedì) e a Sexta-feira o dia de Vénus ou ‘dies Veneris’ (esp. viernes, fr. vendredi, it. venerdì).

 

 

O Domingo, que vem do latim ‘dies Dominico’, ou seja, o ‘dia do Senhor’ era o ‘dies Solis’ ou o dia do Sol dos pagãos; o Sábado, que recebe os seu nome do hebraico ‘Shabbat’, ou ‘dia do descanso’, era o dia de Saturno ou ‘dies Saturni’. Nos nomes germânicos dos dias, ainda se podem ver as antigas fórmulas pagãs ‘dia de Saturno’ e ‘dia do Sol’, nomeadamente no inglês ‘Saturday’ e ‘Sunday’ no alemão ‘Samstag’ e ‘Sonntag’ respectivamente. A evolução linguística tornou menos óbvia a associação dos nomes dos dias com os nomes de deuses pagãos, o que permitiu que, na maior parte das línguas europeias, os nomes antigos se mantivessem. O Português é a grande excepção. De facto, é a única língua que adopta o sistema de ‘feira’ que vem directamente do calendário da Igreja. No calendário religioso, a Segunda-feira é ‘feria secunda’, a Terça-feira é ‘feria tertia’ e assim sucessivamente. Do Latim tardio ‘feria-’, que veio a significar ‘dia da semana’, o português deriva ainda a ‘feira’ onde se vai às compras e as ‘férias’ que se gozam no Verão (no Latim clássico a palavra ‘feria’ só existia no plural). Também os Gregos, que abandonaram de todo o seu sistema antigo, usam hoje em dia um sistema ‘numérico’ semelhante ao nosso para os dias da semana, mas estes herdaram-nos do calendário muçulmano dos turcos otomanos dos quais somente se tornaram independentes em 1821.

Tendo vindo a entender que o ciclo das fases da lua tinha influência, por exemplo, sobre as colheitas ou outros fenómenos naturais, como sejam as marés, a maior parte das civilizações antigas desenvolveu calendários lunares baseados em meses de 28 a 30 dias, ou seja, as quatro semanas do ciclo lunar completo. Ao lado dos povos mesopotâmios, como sejam os sumérios, assírios e os babilónios, também os egípcios, gregos e até os maias da América-Central desenvolveram estes calendários lunares. A princípio também os Romanos mas estes vieram a substituí-lo, como veremos, por um calendário lunissolar, o mesmo que nós ainda hoje usamos.

Ainda há povos que mantêm calendários lunares como os chineses, os muçulmanos ou os judeus. Estes utilizam os seus antigos calendários lunares ao lado do calendário gregoriano universal moderno por questões étnico-culturais ou religiosas. Também a Igreja ainda usa o calendário lunar para determinar o dia da Páscoa, festa religiosa móvel, que cai no primeiro Domingo depois da primeira lua cheia do equinócio da Primavera.

O outro astro que determina como nós entendemos o tempo é o ‘sol’. Sem o sol a vida seria impossível no planeta Terra, pois é do sol que nós recebemos a luz e o calor indispensáveis para a vida. O Sol controla o ciclo da vida à medida que a terra gira à sua volta num eixo oblíquo. O facto de que a terra gire elipticamente dá origem às diferentes estações do ano, e o seu eixo oblíquo implica que o hemisfério norte e o hemisfério sul estejam a uma distância diferente do sol o que explica que quando no Norte é Inverno, no Sul é Verão, quando no Sul é Primavera, no Norte é Outono, e vice-versa.

A terra demora um ano a dar a volta ao sol e este período é divisível em quatro partes, cada uma delas com um perfil meteorológico específico que determina o comportamento da Natureza. O ciclo das estações e o seu efeito sobre a Natureza é objectivamente observável e apresenta-se assim como mais uma divisão natural do tempo. Por divisão natural do tempo, referimo-nos à divisão que é sugerida por fenómenos observáveis na Natureza que obedecem ou estão determinados por um determinado fluxo temporal cíclico.

A divisão do tempo sugerida pelas fases da lua e a sugerida pelas estações entram em conflito na medida em que o ano solar e o ano lunar não coincidem. A terra leva 365 dias a dar a volta ao sol, enquanto que um ano lunar de doze meses de 29 dias em média tem, mais ou menos, 348 dias. Isto causa que os calendários lunares tenham que acrescentar um décimo-terceiro mês cada dois ou três anos de modo a realinhar o ano lunar com o ano solar. Por exemplo, no calendário judeu um décimo-terceiro mês é acrescentado cada dois ou três anos–ao todo sete vezes num ciclo de dezanove anos–para que as festas religiosas caiam nas estações correctas. Os anos que recebem o décimo-terceiro mês são chamados šānâ məʿubereṯ ou ‘anos grávidos’ onde o mês ‘Adar’ se duplica. Já nas igrejas ortodoxas Etíope e Copta, acrescenta-se no fim do ano os dias necessários para alinhar o ano lunar com o ano solar, solução aliás semelhante àquela praticada pelos romanos antes da reforma do calendário Juliano.

A divisão do ano solar em estações faz-se através de dois equinócios e dois solstícios que marcam a passagem de uma estação para a outra.

A palavra ‘equinócio’ vem do latim ‘aequinoctium’ que por sua vez é uma palavra composta por ‘aequus’ igual e ‘nox’ noite, querendo referir-se ao facto de que neste dia, o dia e a noite tem mais ou menos a mesma duração em todo o planeta. Os equinócios marcam a chegada da Primavera e do Outono. Ainda que nos nossos calendários modernos o primeiro dia da Primavera e do Outono sejam datas fixas, nomeadamente o dia 21 de Março e o 21 de Setembro, respectivamente, na realidade o equinócio da Primavera pode ocorrer entre os dias 19 e 21 de Março e o do Outono entre 21 e 24 de Setembro quando o eixo da terra é exactamente perpendicular à linha do sol que se alinha ao equador.

A palavra solstício vem do Latim ‘solstitium’, também esta uma palavra composta, que descreve o facto de que a trajectória do sol parece não se alterar nos dias antes e depois do solstício. Os solstícios marcam o dia em que a distância dos polos da terra é maior em relação ao sol e a linha do sol alcança os trópicos de Câncer e de Capricórnio, quando o eixo da terra se encontra na sua posição mais oblíqua, marcando assim o primeiro dia do Verão e do Inverno. É este “inclinar” quase extremo da terra em relação ao sol que explica o ‘sol da meia noite’ nos países nórdicos.

 

 

O solstício de Verão ocorre regularmente a 20 ou a 21 de Junho, o dia mais longo no hemisfério norte e o mais curto no hemisfério sul. Já o solstício de Inverno que ocorre entre o dia 20 e 22 de Dezembro, representa a noite mais longa no hemisfério norte e a mais curta no hemisfério sul.

A partir do Solstício de Inverno, quando a noite atinge a sua maior extensão, os dias começam a crescer até atingirem o seu ápice no Solstício de Verão. Para nós, nos dias que correm, estas diferenças no tamanho dos dias e das noites não trazem grandes transtornos, mas para os povos da antiguidade estas mudanças acarretavam consequências muito significativas para o seu dia a dia e para a vida em geral. Pensemos tão somente na questão da luz, ou falta dela, no Inverno ou, por exemplo, nos dias extensíssimos no Verão quente quando se está no campo de batalha.

Para o cultivo dos campos e a criação de gado, que garantiam a subsistência dos povos, preocupação que hoje em dia nem nos passa pela cabeça, o crescer dos dias e a consequente chegada do calor era um factor tão importante que os Romanos, que nunca perdiam a oportunidade de festejar fosse o que fosse, festejavam à grande e à francesa, ou melhor, à grande e à romana.

As festividades que comemoravam a chegada do Solstício de Inverno e, com ele o ressurgimento da luz, eram as da Saturnália que duravam, mais ou menos, uma semana. O nome deste festival vem do deus que lhe preside, Saturno, o equivalente romano do grego Cronos, responsável pelo tempo meteorológico, pela regeneração e abundância das colheitas, cujo templo se encontrava no Foro Romano. Ainda hoje podemos ver as oito colunas que restam do seu templo na imagem que acompanha este artigo.

Este festival religioso começava por volta do dia 16 de Dezembro, quando Capricórnio entra na casa de Saturno e a linha do Sol ao meio dia (hora astrológica) fixa-se na linha do Trópico de Capricórnio, e acabava com Solstício de Inverno, dia em que se celebrava o ‘Natalis Solis Divi’, ou seja o ‘Natal do Sol divino’, evento que marcava o começo do crescimento dos dias.

O povo romano em geral, incluindo os escravos, participava destas festividades com grande entusiasmo, especialmente da ‘sigillaria’, ou distribuição de presentes, que mereceu mesmo o epíteto de ‘optimo dierum’, isto é, ‘o melhor dos dias’, por parte do poeta Catulo.

Os cristãos de Roma também participavam nestas festividades, excluindo, claro está, os seus elementos pagãos. A situação seria, mais ou menos, equivalente ao que acontece com os chineses católicos em Macau. Quando os chineses não-cristãos celebram os seus defuntos por ocasião do festival de Cheng Ming, que cai no 15º dia depois do equinócio da Primavera, os chineses cristãos também o fazem, mas fazem-no ‘de forma diferente’, por exemplo, por meio de uma ‘missa defunctorum’. Há, no entanto, elementos que se mantêm comuns, como por exemplo, o visitar e o limpar as campas. Assim também os cristãos de Roma celebravam o nascimento, não o do Sol divino, mas daquilo que ele traz consigo, a luz, e como, para os cristãos, a verdadeira luz do mundo é Cristo, estes começaram a celebrar o nascimento de Jesus no lugar do nascimento do Sol. Foi assim que o Natal cristão se veio a sincretizar com as festividades da Saturnália romana pagã. Com o tempo, a festividade cristã acabaria por ‘engolir’, por assim dizer, os elementos pagãos da Saturnália que seria finalmente substituída pelo Natal que nós hoje celebramos.

É difícil, senão impossível, determinar com exactidão os dias em que estas celebrações caíam porque, antes da reforma juliana do calendário romano, no final do ano, por volta de quando estas festividades ocorriam, dias eram acrescentados ao calendário ainda lunar para tentar alinhá-lo com o ano solar. Estas datas estavam também dependentes da capacidade, e dificuldade, que os sacerdotes romanos responsáveis tinham em fazer cálculos astronómicos baseados na mera observação dos astros sem quaisquer instrumentos acessórios.

Com a introdução do calendário juliano, que preferia datas fixas, e sobretudo com a desintegração da religião romana tradicional, cujos sacerdotes eram responsáveis por estes cálculos, as datas móveis tendiam a tornar-se fixas. Em algum momento, o Solstício de Inverno começou a se fixar no dia 25 de Dezembro e assim, primeiro, a Saturnália e, depois, também o Natal passaram a ser festas fixas do calendário romano.

A primeira menção segura que temos de o Natal de Jesus ser celebrado no dia 25 de Dezembro vem de um calendário manuscrito iluminado de 343. Quanto à data do Natal ortodoxo, essa veremos para a semana, se Deus quiser.

 

Roberto Ceolin

MA (Conim.) MPhil, DPhil (Oxon.)

Docente Universitário de Línguas Antigas