Líder da junta militar de Myanmar visita China pela primeira vez desde golpe de Estado

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O líder da junta militar que governa o Myanmar desde o golpe de Estado de Fevereiro de 2021, Min Aung Hlaing, visitará esta semana a China pela primeira vez desde o levantamento militar. A visita ocorre no meio de tensões acrescidas entre os dois países na sequência do ataque ao consulado chinês em Mandalay, a 19 de Outubro passado, que causou apenas danos materiais.

Desde o golpe de Estado, Myanmar mergulhou numa grave crise económica e humanitária.

Os grupos rebeldes continuam a lutar contra os militares em várias partes do país, o que afectou gravemente as zonas fronteiriças com a China, onde existem passagens comerciais vitais para ambos os países.

Segundo a estação de televisão birmanesa MRTV, Hlaing deverá participar esta semana em várias cimeiras económicas que lhe permitirão manter reuniões à margem com as autoridades chinesas para trabalhar na melhoria das relações bilaterais em vários sectores.

A deterioração do exército birmanês, face aos rápidos avanços dos combatentes rebeldes, fez soar o alarme na China, que fechou completamente partes da fronteira para evitar que a violência se estendesse ao seu território.

No entanto, Pequim tem interesses económicos estratégicos em Myanmar – principalmente no setor da energia – e também exporta armas para a junta militar, cujo plano de transição afirmou apoiar, apesar de as tão esperadas eleições ainda não se terem realizado.

Em meados de Outubro, o Governo chinês apresentou um “protesto solene” à junta militar na sequência do ataque ao consulado em Mandalay e exigiu uma investigação “exaustiva” do incidente.