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      InícioPolíticaExecutivo estuda possibilidade de alargar zonas históricas

      Executivo estuda possibilidade de alargar zonas históricas

      De forma a aumentar o escopo dos trabalhos de revitalização, o Governo está a ponderar alargar as zonas históricas. Segundo a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, isso irá ampliar “o benefício trazido pela revitalização”.

      Os deputados à Assembleia Legislativa (AL) foram levados numa visita às seis zonas históricas que estão a ser alvo de revitalizações por parte do Governo. Na ocasião, Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, indicou que as autoridades estão a estudar a possibilidade de alargar o âmbito dessas zonas, “ampliando ainda mais o benefício trazido pela revitalização, com o objectivo de tornar, gradualmente, as zonas históricas num destino particular de cultura e turismo”.

      O Governo diz que o objectivo é “concretizar um desenvolvimento integrado e profundo em que a cultura dinamize as áreas a ela associadas, de modo a estabelecer um ambiente favorável para que os diferentes sectores possam obter, em conjunto, benefícios abundantes”.

      Esta visita surge numa altura em que há críticas que dizem que a retoma económica não está a chegar a todas as zonas por igual, cingindo-se sobretudo às zonas mais turísticas e deixando os bairros comunitários numa frágil situação económica, já que muitos residentes aproveitam para consumir em Zhuhai, por exemplo.

      Citada em comunicado, Elsie Ao Ieong afirmou que “os trabalhos de revitalização das zonas históricas se encontram a desenvolver de forma ordenada”, pretendendo-se agora “concretizar um desenvolvimento integrado e profundo em que a cultura dinamize as áreas a ela associadas, de modo a estabelecer um ambiente favorável para que os diferentes sectores possam obter, em conjunto, benefícios abundantes”.

      Os projectos de revitalização em causa pretendem “criar zonas atractivas com identidade única, impulsionar o sector de cultural de Macau e promover o desenvolvimento das pequenas e médias empresas locais”, afirmou Leong Wai Man, presidente do Instituto Cultural, na ocasião.

      As quatro zonas históricas localizadas na península de Macau – Barra; Rua da Felicidade; Porto Interior; e Fortaleza do Monte – têm como objectivo principal “demonstrar a história e a cultura das diferentes comunidades”, explicou a presidente do IC, acrescentando que têm também o objectivo de “intensificar o fluxo transversal de pessoas, reforçando as conexões entre as diferentes zonas, de modo a potenciar a complementaridade e o desenvolvimento sinergético das várias áreas”. Relativamente às duas zonas históricas situadas na Taipa e em Coloane – Fábrica de Panchões Iec Long e Casas da Taipa, e Estaleiros Navais de Lai Chi Vin, respectivamente – “procurar-se-á maximizar as suas características distintivas, com vista a introduzir elementos novos ao desenvolvimento cultural e turístico das ilhas”.

      Segundo as autoridades, “nota-se um aumento notável no fluxo de pessoas nos bairros antigos e a contínua chegada de novos comerciantes”. Em comunicado, as autoridades dizem que “essas iniciativas têm demonstrado resultados iniciais na exibição das características culturais de Macau, na dinamização do ambiente cultural e turístico das comunidades, na melhoria do ambiente comercial dos bairros antigos e na promoção do desenvolvimento das pequenas e médias empresas”.