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      Quatro crianças mortas e 15 feridas em bombardeamento de escola pela junta birmanesa

      Pelo menos quatro crianças com idades entre 12 e 14 anos morreram e outras 15 ficaram feridas, algumas delas com menos de três anos, após a junta militar da Birmânia bombardear ontem uma escola, afirmou um grupo de activistas. O ataque aéreo à escola na aldeia de Dee Maw Soe, no estado de Kayah (Kareni), ocorreu por volta das 10:15 horas locais, informou o Grupo de Direitos Humanos da Minoria Karenni no Myanmar.

      Segundo a organização, três aviões militares efetuaram pelo menos dez ataques às instalações do centro educativo Daw Si Ei ao longo de uma hora, matando crianças que se encontravam abrigadas no edifício. “A nova escalada de ataques a escolas, em particular, é indicativa do desrespeito dos militares pelas vidas dos mais inocentes”, afirmou o grupo étnico num comunicado.

      O grupo afirma ainda que as tropas no terreno dispararam seis morteiros contra outra escola na cidade de Loi Nan Pa, matando três pessoas – duas delas professores – e ferindo outras cinco, sem especificar as idades. As duas localidades situam-se perto da cidade de Loikaw, capital do estado homónimo, onde, há várias semanas, se registam combates intensos entre o exército e membros do exército rebelde Kareni, que se opõe à junta militar.

      Nos últimos meses, o exército tem recorrido a ataques aéreos e de artilharia para tentar travar a ofensiva dos rebeldes em várias regiões do país.

      Um dos ataques aéreos mais mortíferos ocorreu em abril de 2023, quando os aviões da junta lançaram uma bomba termobárica (um explosivo combustível-ar) numa aldeia rebelde na região de Sagaing, matando mais de 160 pessoas.

      O golpe militar de 1 de Fevereiro de 2021 mergulhou a Birmânia numa profunda crise política, social e económica e abriu uma espiral de violência com novas milícias civis que exacerbaram a guerra de guerrilha que dura há décadas no país.

      Pelo menos 4.484 pessoas, incluindo activistas pró-democracia e civis, foram mortas pela repressão da junta militar, de acordo com a ONG birmanesa Associação de Assistência aos Presos Políticos, desde que o golpe de Estado pôs fim a uma década de transição democrática na Birmânia e ao governo eleito da laureada com o Prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que se encontra detida desde a revolta.

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      Redacção do Ponto Final Macau