Oposição no Myanmar pede apoio internacional após ataque a uma escola

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O Governo de Unidade Nacional que se opõe à Junta Militar no poder em Myanmar, pediu ontem à comunidade internacional para tomar “medidas decisivas” após o bombardeamento de uma escola, que matou 20 crianças e dois professores. Em comunicado, o Governo de Unidade Nacional descreveu o impacto do ataque aéreo de segunda-feira, que teve como alvo uma escola em Tabayin, na região norte de Sagaing, epicentro do sismo de magnitude 7,7 de 28 de março, que fez mais de 3.700 mortos. “Após o ataque aéreo, aproximadamente 500 residentes da aldeia vizinha de Oe Htein foram deslocados”, refere o comunicado, acrescentando que 102 pessoas também sofreram ferimentos de gravidade variada no ataque aéreo do Exército birmanês. O Governo de Unidade Nacional classificou o ataque como um crime de guerra e instou a comunidade internacional, especialmente a Organização das Nações Unidas (ONU), a “tomar medidas decisivas e a pressionar a Junta Militar para terminar os seus ataques contínuos contra civis”.

O executivo sublinhou que, apesar do anúncio da Junta de uma extensão do cessar-fogo até 31 de maio para facilitar a ajuda humanitária após o terramoto, “os ataques contra civis intensificaram-se, com ataques crescentes a edifícios religiosos, escolas e hospitais”. Segundo dados da oposição, desde 01 de janeiro de 2023 até à passada segunda-feira, a Junta militar lançou 2.679 ataques aéreos, danificando 240 escolas.

O movimento de oposição – composto em parte por deputados destituídos durante o golpe militar de 2021 – garantiu que vai continuar os seus esforços “para responsabilizar a Junta por estes crimes perante os tribunais internacionais e nacionais”. A região de Sagaing é um dos bastiões rebeldes de Myanmar, onde os guerrilheiros pró-democracia ganharam terreno contra o Exército desde a revolta militar de 2021.