Coreia do Norte prepara nova exibição provocatória de armamento e testes de mísseis

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A Coreia do Norte prepara novas exibições provocatórias de armamento, como testes de mísseis e o lançamento de um satélite espião, enquanto aumenta atividades ilícitas para apoiar a sua frágil economia, segundo o serviço de informações de Seul. As dificuldades económicas crónicas da Coreia do Norte e a escassez de alimentos pioraram como resultado da pandemia de covid-19 e das sanções da ONU, embora o regime de Pyongyang tenha realizado um número recorde de testes de mísseis desde o ano passado, entre suspeitas de que os seus programas de armas são financiados por actividades cibernéticas ilegais e exportações de bens proibidos. O Serviço Nacional de Informações da Coreia do Sul (NIS) disse a parlamentares sul-coreanos, num ‘briefing’ à porta fechada, que a economia da Coreia do Norte encolheu entre 2020-2022 e o seu produto interno bruto no ano passado foi 12% menor do que em 2016, de acordo com Yoo Sang-bum, citado pela agência Associated Press, um dos legisladores que participou no ‘encontro. Especialistas internacionais acreditam que a atual escassez de alimentos e os problemas económicos da Coreia do Norte são os piores desde que o líder Kim Jong Un assumiu o poder no final de 2011, mas dizem que não há sinais de fome iminente ou grande agitação da população que possa ameaçar o controlo do líder norte-coreano sobre os seus 26 milhões de habitantes. O problema alimentar foi agravado pelas tentativas do Governo de restringir as atividades do mercado, diminuindo os rendimentos da população e por bloqueios relacionados com a pandemia que dizimaram o comércio externo, segundo grupos de monitorização da Coreia do Norte. O NIS disse aos legisladores que, no primeiro semestre deste ano, a Coreia do Norte exportou secretamente cerca de 1,7 milhões de toneladas de carvão, mais de 300% face ao ano anterior, e 580 quilos de ouro, um aumento de 50%, ambos em violação das sanções da ONU, de acordo com o relato de Yoo. Estima-se que a Coreia do Norte tenha desviado mais de 1,5 mil milhões de dólares em activos virtuais desde 2015, disse também o deputado.