Pelo menos cinco pessoas morreram após colapso de uma mina no Myanmar

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Pelo menos cinco pessoas morreram após o colapso da encosta de uma mina de terras raras no Myanmar, noticiou ontem a imprensa internacional, acrescentando que há pelo menos sete desaparecidos.

Uma das encostas da mina a céu aberto colapsou na manhã de terça-feira em Pangwa, no estado de Kachin, perto da fronteira chinesa, disse um mineiro à agência de notícias AFP, que pediu anonimato por razões de segurança. “A colina inteira caiu (…), até arrancou grandes árvores”, explicou a testemunha, acrescentando que pelo menos sete mineiros ainda estavam desaparecidos.

As equipas de resgate retiraram até agora cinco corpos, incluindo dois cidadãos chineses, dois guardas de segurança e um trabalhador. Segundo os meios de comunicação locais, cinco pessoas morreram no deslizamento de terra e pelo menos 20 outras ainda estão desaparecidas.

O extremo norte de Myanmar está repleto de metais e compostos metálicos essenciais para a indústria electrónica, de veículos híbridos e o fabrico de baterias. Existem mais de 300 locais de extração em torno da cidade fronteiriça de Pangwa, de acordo com imagens de satélite divulgadas no mês passado pela organização não-governamental (ONG) Global Witness, que estimou o valor dessa indústria para Myanmar em 1,4 mil milhões de dólares (1,28 mil milhões de euros).

A região também abriga outros recursos naturais cobiçados, como jade, madeira, ouro e âmbar, que continuam a ajudar a financiar todos os lados de uma guerra civil de décadas entre os insurgentes da etnia Kachin e o exército birmanês.

Durante a estação chuvosa, os deslizamentos de terra representam um risco regular para os milhares de trabalhadores migrantes que viajam para o estado de Kachin para extrair metais e minerais preciosos.

Em 2020, fortes chuvas provocaram um enorme deslizamento de terra numa mina de jade em Hpakant, que soterrou quase 300 mineiros.