Governo vai estudar atribuição de nova ronda de cartão de consumo

À margem da conferência de imprensa sobre as medidas de apoio financeiro a Hengqin, o Chefe do Executivo adiantou que Lei Wai Nong, secretário para a Economia e Finanças, irá ponderar a atribuição de uma nova ronda de cartão de consumo. Na ocasião, Ho Iat Seng também assegurou que o acesso ao cargo de motorista irá continuar vedado aos trabalhadores não-residentes. Além disso, referiu que a sua visita a Portugal, Luxemburgo e Bélgica servirá para "fortalecer as ligações com o exterior e alcançar interacção industrial".

0
163
FOTOGRAFIA: EDUARDO MARTINS | ARQUIVO

Ho Iat Seng esteve presente, na sexta-feira, na conferência de imprensa das Políticas Relativas ao Apoio Financeiro da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin e da Zona de Cooperação da Indústria de Serviços Modernos entre Qianha, Shenzhen e Hong Kong. Na ocasião, o Chefe do Executivo adiantou que o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, vai estudar a atribuição de uma nova ronda de cartão de consumo à população.

O Chefe do Executivo foi questionado sobre as medidas de apoio à população e lembrou que o Governo da RAEM continua a atribuir o plano de comparticipação pecuniária.

Sobre a meta do Governo para as receitas de jogo durante este ano – colocada nos 130 mil milhões de patacas – o governante manifestou confiança em alcançar o objectivo, mas ressalvou que esse valor é só uma estimativa das receitas brutas de jogo.

Sobre a visita anunciada do Chefe do Executivo à Europa – nomeadamente a Portugal, à Bélgica e ao Luxemburgo – Ho Iat Seng explicou que a viagem tem como objectivo “fortalecer as ligações com o exterior e alcançar interacção industrial”.

Na ocasião, o Chefe do Executivo assegurou que o Governo não irá abrir o acesso ao cargo de motorista para os trabalhadores não-residentes, aproveitando para apelar à população para não associar esta questão ao reconhecimento mútuo das cartas de condução e assim “evitar confusão de conceitos, frisando que o reconhecimento recíproco de cartas de condução não implica que tais motoristas possam trabalhar em Macau”.

Sobre as Políticas Relativas ao Apoio Financeiro da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin e da Zona de Cooperação da Indústria de Serviços Modernos entre Qianhai, Shenzhen e Hong Kong, Ho Iat Seng destacou que “o Governo Central e os serviços em causa têm envidado grandes esforços para injectar energias no desenvolvimento da Zona de Cooperação, em vários aspectos”.

Durante a conferência sobre os pareceres de apoio financeiro a Hengqin e Qinhai, Pan Gongsheng, vice-governador do Banco Popular da China e director da Administração Estatal de Divisas Estrangeiras, lembrou que os dois locais são “plataformas importantes para impulsionar o desenvolvimento da cooperação entre Guangdong, Hong Kong e Macau, e o reforço do apoio financeiro na construção de Hengqin e Qianhai tem uma enorme relevância no aprofundamento da cooperação entre o interior da China e as duas regiões administrativas especiais, e no alargamento de reforma e abertura do sector financeiro”.

O responsável acrescentou que os dois pareceres “pretendem dar prioridade à qualidade de vida da população, progresso gradual e prevenção e controlo de riscos, incidem ainda sobre a procura de desenvolvimento económico de alta qualidade, com foco nas principais áreas da reforma financeira, definindo 30 trabalhos para cada zona em seis áreas principais relativas à reforma e inovação financeira”.

Ho Iat Seng, que é também chefe da Comissão de Gestão da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, reiterou que o parecer de apoio financeiro para Hengqin é um “apoio político para aprofundar a reforma e inovação financeira em Hengqin, impulsionar a integração de Hengqin e Macau, e promover o desenvolvimento da diversificação adequada da economia de Macau”.

Este parecer visa “incrementar ainda mais a cooperação entre Guangdong e Macau, acelerar a construção da desta importante plataforma financeira, concentrar os recursos do sector financeiro no desenvolvimento da zona de cooperação em Hengqin, reforçar as funções do sector financeiro em servir a economia real, impulsionar e elevar o grau de abertura do mercado financeiro, inovar a gestão financeira transfronteiriça e proceder de forma rigorosa à sua implementação para que as políticas e medidas sejam lançadas o mais rápido possível na obtenção de resultados”, salientou o Chefe do Executivo da RAEM.

Recorde-se de que o parecer sobre Hengqin foi publicado na passada quinta-feira, sugerindo o desenvolvimento das finanças modernas e o apoio à indústria da cultura, turismo, convenções, exposições e inovação tecnológica, inovação tecnológica e melhores serviços para os residentes de Macau na Ilha da Montanha.