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      InícioOpiniãoUma Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade

      Uma Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade

      Pronunciar-se em forma de artigo de opinião a respeito da vontade e prática políticas do Partido Comunista Chinês [PCCh], nas vésperas do seu XXº Congresso e sob a liderança do seu Secretário Geral, Xi Jinping, em contribuir, decididamente, na construção de uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade, desperta em todos os povos amantes da paz e ansiosos pelo progresso e desenvolvimento, um misto de sentimentos que inclui o da honra, o da responsabilidade e o da gratidão.

      Considerando o propósito, Xi Jinping, Secretário Geral do PCCh, apresentou o Relatório da XIXª Sessão do Comité Central ao XXº Congresso do PCCh, onde foram delineadas missões e tarefas para a nova jornada a começar. Nisso, a construção da comunidade de futuro é um empreendimento a ser feito paralelamente a realização daquilo que o PCCh considera, de momento, a sua tarefa central – liderar o povo de todos os grupos étnicos a concluir a construção integral de um grande país socialista moderno, meta do IIº Centenário, através da promoção integral da grande revitalização nacional por meio da modernização socialista chinesa.

      Para Xi Jinping, Secretário Geral do PCCh, uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade é uma das grandes tarefas da China e constitui por isso a pedra angular da sua política diplomática. Esta tarefa tem por objetivos, entre outros: convocar os países a promoverem valores comuns como a paz, desenvolvimento, equidade, justiça, democracia, liberdade e amizade entre os povos. Construir essa comunidade ainda significa opor-se às derivas hegemonistas, expansionistas e unilateralistas. Em oposição às derivas, a China continuará a propor aos povos uma cooperação fundada nos “Cinco Princípios da Coexistência Pacífica”, na abertura económica, na igualdade e no ganho mútuo. Com os países em desenvolvimento, esforços continuarão sendo feitos no sentido do estreitamento de laços de solidariedade de forma sincera, honesta e fraterna, orientando-se sempre pelos resultados concretos e justos.

      E enquanto Associação de Amizade Guiné-Bissau/China, na busca do que podia ser a melhor forma de expressar o nosso entendimento sobre a comunidade de futuro compartilhado para a humanidade, achou-se pertinente, e de maneira prática, adotar a seguinte abordagem:

      Primeiro, situarmo-nos, enquanto país e comunidade em relação ao mundo;

      Segundo, apresentar o nosso entendimento sobre as perceções ocidental e dos países em desenvolvimento em relação a China;

      Terceiro, evidenciar a verdade pelo critério da prática, isto é, pelos resultados concretos.

      Ao situarmo-nos, enquanto país e povo, é importante dizer que da natureza humana, o indivíduo se associar ao outro, de a comunidade se associar à comunidade por imperativos sociais mais diversos. Assim sendo, na Guiné-Bissau, as comunidades étnicas, quando juntas, formam a comunidade guineense, que quando se envolve com as comunidades da sub-região, formam a CEDEAO, que, conjuntamente com comunidades doutras sub-regiões africanas fazem a União Africana e assim por diante.

      Relativamente as perceções, é verdade que as Informações sobre os esforços da China liderada pelo PCCh, quando nos chegam disseminadas pela média ocidental, mostram uma tentativa em curso de estabelecer uma hegemonia política, económica e cultural chinesa e, desse modo, subjugar o mundo inteiro aos seus ditames. E, Para a consolidação desta narrativa, a volta da mesma, outras se constroem. A título de exemplos é comum ouvir que os empréstimos chineses aos países subdesenvolvidos, mesmo quando são concessionários, servem para os empurrar para a insolvência e asfixia económico-financeiras e o neocolonialismo;  o que resta das florestas primitivas nos países em desenvolvimento está sendo devastado a favor das indústrias chinesas; a diplomacia chinesa é ostensivamente hostil aos países da sua vizinhança geográfica, etc.

      Entretanto, a perceção atrás descrita é confrontada por uma outra em que a China e sua governança são percebidas como a maior esperança de uma vida melhor. Aqui, o entendimento é de que esse país de maior comunidade subdesenvolvida do mundo resolveu, a base de um trabalho árduo e estratégias eficazes, libertar-se das amaras da pobreza e, de maneira sublime, decide proporcionar essa mesma oportunidade aos restantes países em condições de subdesenvolvidos, através de relações de amizade e cooperação de ganho mútuo.

      Apresentadas as duas perceções, aqui é chamado o grande critério filosófico de busca da verdade – a PRÁTICA. Isto é, colocadas de lado as propagandas políticas, justo seria analisar e avaliar na prática os fundamentos factuais suscetíveis de suportar ou não um dos arguentes em confrontação:

      Primeiro, o cerca de meio milénio de convivência com o ocidente colonialista e sessenta anos de independência arrancada a fórceps não livraram os países ex-colonizados do obscurantismo e pobreza;

      Segundo, das relações com a Nova China fundada em 1949, e dirigida por PCCh e neste momento liderado por Xi Jinping, seu Secretário Geral, a bem das nações antes oprimidas e hoje subdesenvolvidas, há a constatar sinais concretos.

      Mesmo quando se toma apenas a África como exemplo, os factos a seguir se apresentam: o colonialismo foi derrotado graças ao esforço conjunto da África e da China, permitindo liberdade e soberania a milhões de seres humanos e respetivas comunidades; instituído sob proposta da China no início deste século, o Fórum China-Africa é um mecanismo de cooperação sem precedentes e com provas e dadas; concebida uma simbiose de ações no âmbito da iniciativa “Cinturão e Rota” com as da Agenda 2030 da ONU e 2063 da União Africana; graças as relações China-Africa, neste momento, em curso, estão sendo erguidas infraestruturas que a médio e prazo, levarão à Revolução Industrial Africana; concessão e implementação do BRICS-África, um outro exemplo de construção de uma parceria voltada para a luta contra a pobreza, industrialização e desenvolvimento da África.

      Perante os factos acima expostos, não pode haver argumentos a sustentar narrativas, cujos propósitos finais são o de defender políticas e ideologias, que durante séculos, relegaram o continente africano e suas comunidades à miséria.

      A Guiné-Bissau e sua comunidade continuará, de forma consciente e ativa, a sujeitar-se a mais confluências de modo a poder, sempre que possível, usufruir das vantagens mútuas ao lado de parceiros iguais na diversidade. E com a realização de mais um Congresso do PCCh, o XXº, espera-se uma fiel interpretação do momento vivido pela comunidade internacional para que as estratégias atualizadas e novas  saídas do conclave do maior partido do mundo indiquem vias e meios que levem ao aprofundamento das relações de amizade e cooperação com a Guiné-Bissau, a África e povos doutros continentes com o propósito de dar mais ímpeto ao empenho de construção duma COMUNIDADE DE FUTURO COMPARTILHADO PARA A HUMANIDADE.

       

      Nicolau dos Santos
      Presidente Associação de Amizade Guiné-Bissau/China
      Vice-Presidente do Partido da Renovação Social
      Ex-Ministro da Agricultura

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      Redacção do Ponto Final Macau