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      Coutinho critica “descoordenação” na chegada de passageiros ao aeroporto e pede quarentenas em casa

      José Pereira Coutinho aproveitou a sua intervenção antes da ordem do dia, na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), para criticar a “total descoordenação” e a burocracia no processamento da chegada dos residentes ao aeroporto de Macau, fazendo com que estes tenham de esperar longas horas num espaço com poucas condições. Na sua intervenção, o deputado sugeriu que as quarentenas passem a ser domiciliárias.

      O deputado começou por lembrar que o concurso para as concessões de jogo, que está a decorrer, pede às sociedades interessadas que encontrem planos para trazer turistas do estrangeiro para Macau, para, assim, as receitas não estarem dependentes dos visitantes do interior da China. Dadas as restrições fronteiriças existentes, nomeadamente as quarentenas para quem vem do estrangeiro, “existe uma forte probabilidade de que sejam efectuados compromissos de difícil concretização, com prejuízo para os interesses da RAEM e dos seus cidadãos”, alertou.

      Coutinho denunciou que no seu gabinete tem recebido queixas sobre o processo de chegada ao aeroporto e dá o exemplo de uma família com duas crianças que, após o desembarque, teve de esperar mais de 12 horas para que fosse tratada de toda a burocracia. “Depois de uma longa e cansativa viagem, foram sujeitos a ter que suportar uma espera de mais de 12 horas, com sanitários de uso comum, indecentes, e sem a devida e adequada alimentação, principalmente para as crianças, num processo inqualificável de abandono”, afirmou.

      Decorridos quase três anos desde o início da pandemia, “continuamos a assistir, continuamente, a uma total descoordenação no processamento da chegada dos passageiros ao Aeroporto Internacional de Macau, pelo que é pertinente questionar como irão as concessionárias do jogo atrair turistas do estrangeiro, com esta multiplicidade de medidas sanitárias desarticuladas e desproporcionais, e uma descoordenação inaceitável na sala de visitas, por excelência, do território”, criticou o deputado, questionando como é que Macau pode competir com mercados como os da Tailândia, Japão, Vietname, Camboja ou Singapura.

      Em conclusão, o presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) sublinhou: “O Governo deve avançar de imediato com planos concretos de revitalização da economia, tanto na indústria do jogo, como em relação às pequenas e médias empresas, com o objectivo de atrair turistas para a indústria de convenções e exposições, e procedendo à eliminação das medidas burocráticas administrativas de retenção dos passageiros no Aeroporto Internacional de Macau, substituindo-as por quarentenas domiciliárias, com o recurso aos Códigos de Saúde, vermelho, amarelo e verde”.