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      InícioÁsiaJapão visita Ilhas Salomão para travar pacto de segurança com a China

      Japão visita Ilhas Salomão para travar pacto de segurança com a China

      O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Kentaro Uesugi, iniciou ontem uma visita às Ilhas Salomão, após o arquipélago ter assinado um acordo de segurança que prevê a possibilidade de uma “presença militar permanente” da China.

       

      Segundo o ministério, durante a visita de três dias às Ilhas Salomão, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Kentaro Uesugi, vai transmitir a preocupação do Japão com o pacto de segurança e discutir questões bilaterais e regionais. “Acreditamos que o acordo pode afectar a segurança de toda a região da Ásia-Pacífico e estamos a observar este desenvolvimento com preocupação”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Yoshimasa Hayashi, na sexta-feira.

      O Japão tem acusado a China de, ao reforçar a sua actividade militar nos mares do Leste e do Sul da China, ameaçar algumas das rotas marítimas mais movimentadas do mundo. O Japão está especialmente preocupado com a atividade das forças armadas e da guarda costeira chinesas no Mar da China Oriental, perto das ilhas Senkaku, controladas pelos japoneses, que a China também reivindica e chama de Diaoyu.

      No domingo, o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, alertou que a construção de uma base militar pela China nas Ilhas Salomão seria uma “linha vermelha” para vários países da região e também para os EUA. “Esta é uma preocupação partilhada, não apenas pela Austrália, é pela Austrália e pelos governos regionais, particularmente lugares como as Fiji e a Papua Nova Guiné”, disse Morrison, numa conferência de imprensa na cidade de Darwin, segundo a televisão ABC.

      No sábado, uma delegação de alto nível dos EUA de visita às Ilhas Salomão ameaçou com retaliação se a China instalar uma “presença militar permanente” naquele arquipélago do Pacífico.

      Emissários da Casa Branca e do Departamento de Estado dos EUA encontraram-se com o primeiro-ministro salomónico, Manasseh Sogavare. “Sogavare reiterou as suas garantias de que não vai haver base militar, presença de longo prazo e capacidade de projecção de força”, segundo um comunicado da Presidência norte-americana.

      A China anunciou em 19 de Abril ter assinado um acordo de segurança muito abrangente com as Ilhas Salomão, numa altura em que vários países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, acusam Pequim de ter ambições militares no Pacífico. “Os ministros dos Negócios Estrangeiros da China e das Ilhas Salomão assinaram recentemente um acordo para cooperação em [matéria de] segurança”, disse um porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin, em declarações à imprensa.

      Em Março, foi conhecida uma versão preliminar do acordo, causando uma onda de choque, porque incluía autorizações para a China estabelecer bases militares e navais naquele arquipélago do Pacífico. Lusa

       

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau