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      EUA e Filipinas lançam maiores exercícios militares conjuntos de sempre

      As Filipinas e os Estados Unidos vão realizar na próxima semana os maiores exercícios militares conjuntos de sempre no arquipélago, anunciaram ontem as autoridades norte-americanas, numa demonstração de força dos laços dos dois países na defesa. Quase 9.000 soldados filipinos e norte-americanos vão participar nos exercícios militares de 12 dias na ilha de Lução, a partir de 28 de Março.

      Segundo indicou a embaixada dos EUA em comunicado, os exercícios vão incluir segurança marítima, treino com fogo real, contraterrorismo, ajuda humanitária e socorro em caso de catástrofe.

      Soldados de ambos os países “vão treinar juntos para expandir e fazer avançar as suas táticas, técnicas e procedimentos comuns, que melhoram a capacidade de resposta e preparação para os desafios do mundo real”, afirmou o major-general Jay Bargeron, comandante da 3.ª Divisão Marinha dos EUA.

      Os dois países realizam geralmente exercícios conjuntos todos os anos, mas estes tiveram de ser cancelados ou reduzidos durante a pandemia de covid-19. As manobras recentes entre os dois aliados de longa data centraram-se num potencial conflito no mar do Sul da China.

      A China reivindica quase toda a totalidade desta zona marítima rica em recursos, onde outros países litorais também têm reivindicações de soberania, como as Filipinas, Malásia, Vietname e Brunei.

      Pequim ignorou uma decisão de 2016 do Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia, segundo a qual a sua reivindicação histórica é infundada, e construiu ilhas artificiais em alguns dos recifes disputados, instalando armamento.

      As tensões entre Manila e Pequim aumentaram na semana passada, quando as Filipinas convocaram o embaixador chinês por causa de um navio da marinha chinesa apanhado a “repousar” ilegalmente nas suas águas. As próximas manobras EUA-Filipinas surgem com a invasão russa da Ucrânia como pano de fundo. Os EUA e os seus aliados, que estão a impor sanções económicas paralisantes a Moscovo, fornecem armas defensivas a Kiev.

      O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, manifestou na segunda-feira preocupação pelo fato de o seu país estar “implicado” no conflito devido à sua aliança de segurança com os EUA, que inclui um tratado de defesa mútua e autorização para que os norte-americanos armazenem provisões militares em várias bases filipinas.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau