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      Benfica com tarefa praticamente impossível na Liga dos Campeões

      O Benfica tem hoje a missão ‘hercúlea’ de vencer por um mínimo de dois golos no reduto do Liverpool para poder qualificar-se para as meias-finais da Liga dos Campeões em futebol.

       

      Ausentes do ‘top 4’ da principal competição europeia de clubes desde 1989/90, as ‘águias’ não enfrentam uma tarefa impossível, mas quase, tal a qualidade dos ‘reds’, que, em 2021/22, só perderam três jogos, e todos pela diferença mínima. Desta forma, e face ao triunfo por 3-1 conseguido na Luz na primeira mão dos ‘quartos’, com tentos de Konaté, Mané e Luis Díaz, o ‘onze’ do alemão Jürgen Klopp pode replicar qualquer dos 50 resultados da presente temporada.

      Estes números dizem quase tudo, com o Benfica a poder apoiar-se em muito pouco para acreditar em inédita presença nas meias-finais na ‘era Champions’ (desde 1992/93) – caiu nos ‘quartos’ em 1994/95, 2005/06, 2011/12 e 2015/16.

      Ainda assim, os encarnados têm um registo que, se repetirem, forçam o prolongamento em Liverpool, a inesquecível vitória por 2-0 em 2005/06, com tentos de Simão e Miccoli, que é a única de equipas portuguesas em Anfield Road.

      Agora, a situação é, porém, bem diferente, já que, há 16 anos, os comandados do neerlandês Ronald Koeman chegaram a Liverpool em vantagem, em duelo dos ‘oitavos’, depois de um triunfo na Luz por 1-0, selado sobre o final por Luisão.

      Desta vez, o ‘onze’ de Nélson Veríssimo está em desvantagem, e por dois golos, depois de um primeiro jogo em que deu réplica aos ingleses, sobretudo na segunda parte, em que merecia bem mais ter chegado ao 2-2 do que sofrer o 1-3. Já depois de Darwin Núñez ter reduzido para 1-2, o Benfica, que ao intervalo perdia por dois golos, pode também queixar-se de um penálti do neerlandês Van Dijk sobre o uruguaio.

      Ainda assim, ficou a exibição da segunda metade, ao nível da realizada nos ‘oitavos’, face ao Ajax (2-2), que, então, foi determinante para o Benfica acreditar que era possível chegar a Amesterdão e eliminar uma das três equipas que tinham acabado só com vitória a fase de grupos da Liga dos Campeões.

      Uma das outras foi precisamente o Liverpool, que, entretanto, já perdeu (0-1 na receção ao Inter Milão, na segunda mão dos ‘oitavos’), mas num desaire sem consequências, uma vez que os ‘reds’ haviam triunfado em San Siro por 2-0.

      Depois dessa derrota, a equipa da Cidade dos Beatles somou cinco vitórias consecutivas, para, no domingo, empatar 2-2 no reduto do Manchester City, para a Premier League, conseguindo manter-se a um ponto dos ‘citizens’, os líderes da prova. Por seu lado, o Benfica voltou aos triunfos no sábado, ao bater em casa o Belenenses SAD por 3-1, numa reviravolta assinada por um ‘hat-trick’ de um muito inspirado Darwin, depois de duas derrotas consecutivas, em Braga (2-3) e com os ‘reds’.

      O Liverpool parte, assim, como incontestável favorito para o duelo de quarta-feira, apesar de este aparecer entre dois importantes embates com o City, que vai voltar a defrontar no sábado, para as meias-finais da Taça de Inglaterra.

      O City está no mesmo ‘barco’, já que, no mesmo dia, desloca-se ao reduto do Atlético de Madrid, onde chega com um escasso golo de vantagem, o único que conseguiu apontar no Etihad, obra do belga Kevin De Bruyne (70 minutos). A formação de Pep Guardiola, que dominou por completo o encontro da primeira mão, perante um conjunto de Diego Simeone que só defendeu, parte com um favoritismo, mas os ‘colchoneros’ são sempre um adversário perigoso. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau