O Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB, na sigla em inglês) anunciou a aprovação de um empréstimo de 135 milhões de dólares para a melhoria do aeroporto internacional de Timor-Leste. Num comunicado, o ADB referiu que este empréstimo tem o objectivo de “expandir o aeroporto de entrada do país através da extensão da pista e da construção de uma nova torre de controlo de tráfego aéreo, com a reconfiguração de instalações relevantes”. “Este empréstimo irá aumentar a segurança do aeroporto e atrair mais companhias aéreas e, como resultado, mais passageiros e cargas para o aeroporto”, refere-se no comunicado.
Para a especialista em transportes do ADB, Chaorin Shim, este projeto de expansão do aeroporto internacional Presidente Nicolau Lobato “proporcionará um transporte aéreo seguro e eficiente, melhorará a conetividade e os laços económicos do país com os países vizinhos da Ásia e do Pacífico e melhorará o comércio, o investimento e o movimento laboral”. A especialista considera também que estas melhorias traduzir-se-ão na expansão do turismo e na diversificação da economia timorense.
O projecto integra o Plano Estratégico de Desenvolvimento 2011-2030, que prioriza o desenvolvimento de infraestruturas para reforçar o crescimento económico e reduzir a desigualdade. O ADB refere que Timor-Leste pretende diversificar a sua economia, uma vez que os campos petrolíferos representam mais de metade do produto interno bruto do país – um sector afectado pela pandemia de covid-19.
O aeroporto internacional Presidente Nicolau Lobato é a principal porta de entrada para Timor-Leste, com 90% dos seus passageiros a serem oriundos do estrangeiro.
O ADB aponta que a pista curta tem limitado o número de voos diretos na região e que o aeroporto está atualmente ligado a apenas três países: Austrália, Indonésia e Singapura. O projecto deverá alargar a pista do aeroporto de 1.850 para 2.100 metros e permitir a construção de uma nova torre de controlo de tráfego aéreo e pistas para táxi, entre outras.
As melhorias permitirão a Timor-Leste facilitar a integração em organizações globais e regionais como a Organização Mundial do Comércio e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
“Espera-se que a operação e manutenção do aeroporto seja assumida pelo setor privado. O Governo está a explorar opções”, acrescenta o ADB, que aponta que o projeto inclui um financiamento governamental de 30 milhões de dólares para obras e aquisição de terrenos. “O ADB está empenhado em alcançar uma Ásia e um Pacífico prósperos, inclusivos, resilientes e sustentáveis, ao mesmo tempo que conduz esforços para erradicar a pobreza”. Criado em 1966, o ADB é propriedade de 68 membros, dos quais 49 são da região da Ásia e Pacífico.











