Governo só ajuda quem quer trabalhar, avisa Sam Hou Fai

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O emprego dos residentes foi um tema em destaque na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), em que o Chefe do Executivo foi responder a perguntas dos deputados sobre as Linhas de Acção Governativa (LAG) do próximo ano. Sam Hou Fai sublinhou que, para resolver o problema do desemprego jovem, “o mais importante é que os recém-licenciados tenham vontade de trabalhar”. “Têm de ter vontade de trabalhar, porque se não quiserem o Governo não vai conseguir ajudar”, sublinhou.

Sam Hou Fai foi ontem à Assembleia Legislativa (AL) detalhar as Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano, respondendo às questões dos deputados. Um dos temas mais falados pelos parlamentares foi o do emprego dos residentes. Neste campo, o Chefe do Executivo afirmou: “Já fizemos muito para resolver o problema do emprego”.

Em resposta aos pedidos para implementar mais medidas de conjugação de emprego para jovens, Sam Hou Fai frisou que “os jovens têm de ter vontade de trabalhar, porque se não quiserem o Governo não vai conseguir ajudar”. “Em todo o mundo há pessoas com capacidade que não querem trabalhar. Isto também se verifica noutros países e regiões. Precisamos de dar apoio àqueles que têm capacidade e vontade de trabalhar”, sublinhou. Para reduzir o desemprego jovem, “o mais importante é que os recém-licenciados tenham vontade de trabalhar”.

O Chefe avisou também que os cursos universitários dos jovens de Macau podem não corresponder à “estrutura” económica da região, por isso, há que “incentivar os jovens a receberem formação e encontrar saídas de emprego em áreas diferentes das que frequentam para apoiar o emprego”. Sam Hou Fai convidou os jovens a olharem para a Grande Baía e Hengqin e lembrou que há um apoio de cinco mil patacas mensais durante um ano e meio para os jovens que quiserem ir trabalhar para a Zona de Cooperação Aprofundada ou para uma das nove cidades da Grande Baía.

As LAG para o próximo ano dizem que será desenvolvido um plano específico para o emprego, estágio e aprendizagem dos jovens de Macau na Zona de Cooperação, incentivando-se as empresas líderes da Zona de Cooperação a recrutarem residentes de Macau.

Outra das garantias é a prioridade do emprego para os residentes e a novidade este ano é a revisão do mecanismo de apreciação e autorização de contratação dos trabalhadores não residentes, a fim de exercer, de forma melhor, um controlo e ajustamento dinâmicos do número de trabalhadores não residentes.

As LAG para 2026 dizem ainda que serão realizadas feiras de emprego de grande escala e sessões de emparelhamento para sectores específicos, “para aumentar as oportunidades de emprego dos residentes”. Além disso, o plano específico de emprego + formação será ampliado para áreas como finanças e construção civil, por exemplo.