Governo responsabiliza empreiteiro pelos atrasos nas obras do novo estabelecimento prisional

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Os atrasos na construção do novo estabelecimento prisional devem-se à falta de iniciativa do empreiteiro na resolução proactiva dos problemas, indicou o Governo na reunião com a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas.

Citada pela TDM Rádio Macau, Wong Kit Cheng, presidente da comissão, indicou que os deputados questionaram o Governo sobre o atraso nas obras da nova prisão e revelou que o Executivo responsabilizou o empreiteiro.

O adjudicatário da terceira fase da obra é a Sociedade de Construção e Engenharia – Grupo de Construção de Xangai – Scg (Macau), Limitada. No site da Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) lê-se que os trabalhos foram impactados pela pandemia, entre 2020 até Agosto de 2022, num total de 122 dias de trabalho. Outras justificações prendem-se com a meteorologia, com a alteração da concepção, pelos recursos humanos e pela “situação da europa na produção e transportação dos materiais”.

Segundo a Rádio Macau, a comissão pediu que se apliquem as disposições e sanções legais previstas, designadamente para as empreitadas de obras públicas, para incentivar os responsáveis pelos trabalhos a resolverem por iniciativa própria os problemas encontrados no dia-a-dia.

Por outro lado, Wong Kit Cheng adiantou, após a reunião, que o Governo irá criar um grupo de trabalho para acompanhar todo o processo de mudança de serviços e reclusos para a nova prisão, prevista para 2024.

A obra da terceira fase ocupa uma área de construção de cerca de 38.108 metros quadrados, compreende a construção dos edifícios administrativos do novo estabelecimento prisional, nomeadamente de quatro blocos de edifícios e de um parque de estacionamento com dois pisos em cave. Originalmente, a conclusão da obra estava prevista para Maio de 2021. Actualmente, estima-se que esta fase esteja concluída no fim deste mês ou em Março.