O incidente da queda dos mosaicos das paredes exteriores num edifício da habitação pública fez soar o alerta aos deputados Lo Choi In, Ngan Iek Hang e Angela Leong. Reagindo aos problemas frequentes relacionados com a qualidade da construção da habitação pública, como infiltrações e quebra dos azulejos, os deputados pediram mais fiscalização das obras futuras e inspecções do estado do prédio em questão.
Vários deputados solicitaram mais fiscalização no estado e na qualidade da construção da habitação pública, de forma a assegurar a segurança e bem-estar dos cidadãos, instando ainda o Governo a acelerar os procedimentos de reparação do Edifício Koi Nga, em Seac Pai Van, que tinha sofrido uma queda dos mosaicos nas paredes exteriores durante a passagem do tufão.
Num comunicado citado pelo Jornal Ou Mun, a deputada Lo Choi In salientou que a quebra de azulejos e mosaicos já não é um problema novo surgido nos prédios da habitação pública, sugerindo que sejam criados abrigos e passagens de emergência à volta do edifício em questão para garantir a entrada e saída segura dos habitantes.
“A ocorrência contínua da queda de revestimento deste edifício constitui uma séria ameaça à segurança dos peões e moradores, a prioridade deve ser, por meio do mecanismo de coordenação interdepartamental, interceder junto à Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) para se proceder a reparos o mais rápido possível”, instou
Na perspectiva de Lo Chio In, a fim de evitar a reincidência de incidentes semelhantes, é importante que as autoridades providenciem pessoal para realizar uma inspecção detalhada de todos os edifícios no complexo da habitação pública em Seac Pai Van, o que ajudará na investigação dos perigos ocultos e encontrar as causas dos problemas, cujos relatórios de investigação devem ser transparentes e podem ser consultados pelo público em tempo hábil.
Por outro lado, a deputada ligada à comunidade de Jiangmen questionou se o período de manutenção da habitação económica de cinco anos é suficiente, bem como a possibilidade de se estender esse período para proteger os direitos e interesses dos moradores. A deputada revelou que muitos prédios, incluindo o conjunto da habitação pública em Seac Pai Van, apresentam problemas de quebra de azulejos e infiltrações no nono ou décimo ano, e os habitantes precisam de assumir o custo de reparação e os complicados procedimentos das obras.
Recorde-se que, no passado sábado, durante a passagem do tufão Chaba em Macau, verificou-se uma queda dos mosaicos, com um tamanho de cerca de três metros por cinco metros, numa parede exterior do Edifício Koi Nga, embora não se tenham registado quaisquer feridos no local. Reagindo ao incidente, a DSOP e o Instituto de Habitação (IH) afirmaram que não foi causado impacto na estrutura do edifício, sendo o empreiteiro da obra responsável pelo custo dos reparos.
Já o deputado Ngan Iek Hang criticou também o problema frequente nas paredes exteriores a diferentes escalas no mesmo edifício. “O tufão é apenas um dos motivos do incidente, a qualidade da habitação pública é a questão essencial. A habitação pública tem sofrido problemas como infiltrações e queda de azulejos nos espaços públicos dos edifícios, o que exige sempre reparações, e os residentes preocupam-se sempre sobre a responsabilização de custo de manutenção”, lamentou.
Neste caso, o deputado exige uma revisão abrangente da qualidade das obras da habitação pública, promovendo a conservação dos edifícios, garantindo também a qualidade das habitações no futuro. Ngan Iek Hang alertou ainda que os fenómenos climáticos extremos têm vindo a aumentar nos últimos anos, e as autoridades devem “aprender com as experiências”, inspeccionar os pontos de risco e reduzir a ocorrência de acidentes.
Por outro lado, citada pelo jornal Chengpou, Angela Leong referiu estar atenta ao mesmo assunto. A deputada destacou que muitos cidadãos em Macau têm a esperança de ter um imóvel e esperam que possam concretizá-la com a política da habitação pública. Contudo, os problemas da qualidade de construção “não só incomodam as famílias relevantes, como também fazem com que a comunidade questione a má qualidade da habitação pública, o que afecta seriamente a imagem da governação da RAEM”.
Angela Leong pede assim para se implementar um mecanismo da responsabilização dos incidentes repetidos relacionados com a qualidade, de modo a aumentar a força de dissuasão e resolver as preocupações dos residentes.
PONTO FINAL











