Nove mortos e 14 feridos por ataques aéreos cambojanos

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Os ataques aéreos cambojanos mataram nove pessoas, incluindo uma criança de oito anos, e feriram 14, informou ontem o exército tailandês, no dia em que se intensificou o conflito entre os dois países

A Tailândia afirmou ter lançado ataques aéreos contra dois alvos militares no Camboja, enquanto os soldados cambojanos dispararam vários foguetes contra território tailandês.

Seis pessoas foram mortas num ataque perto de um posto de abastecimento de combustível na província de Sisaket (nordeste), duas na província de Surin (nordeste) e uma na província de Ubon Ratchathani (nordeste).

As autoridades tailandesas anunciaram ontem o encerramento total de todas as passagens fronteiriças terrestres com o Camboja, após confrontos entre os dois exércitos em várias áreas que separam estes países vizinhos.

O nível de segurança nas passagens fronteiriças foi elevado para o 4 — o máximo —, o que constitui um encerramento completo, disse, em conferência de imprensa o porta-voz do centro tailandês que monitoriza a situação na fronteira com o Camboja, o almirante Surasant Kongsiri.

A China manifestou ontem “profunda preocupação” com a escalada de tensões entre a Tailândia e o Camboja, que registaram um confronto armado numa zona fronteiriça disputada, e apelou à resolução do conflito “através do diálogo e da consulta”. “Estamos profundamente preocupados com os acontecimentos atuais e esperamos que as duas partes resolvam a questão através do diálogo”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun, numa conferência de imprensa em Pequim. Guo assegurou que a China mantém uma posição “justa e equitativa” e está comprometida em “continuar a promover a paz e o diálogo à sua maneira”.

O porta-voz sublinhou ainda que tanto a Tailândia como o Camboja são “vizinhos amistosos da China” e “membros importantes da ASEAN”, organização regional que Pequim tem procurado fortalecer como plataforma-chave para a diplomacia no sudeste asiático.