Confiança dos grandes fabricantes japoneses aumentou ao Junho

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A confiança entre os grandes fabricantes japoneses aumentou em Junho, reflectindo resiliência face à guerra tarifária dos Estados Unidos. O indicador para os grandes fabricantes não industriais caiu ligeiramente de 35 para 34, mantendo-se próximo de um recorde.

 

A confiança entre os grandes fabricantes japoneses aumentou em Junho, reflectindo resiliência face à guerra tarifária dos Estados Unidos e apoiando a hipótese de uma nova subida das taxas de juro do Banco do Japão nos próximos meses.

O índice de sentimento dos principais fabricantes do país subiu para 13, face a 12 em Março, de acordo com o relatório trimestral Tankan do Banco do Japão (BOJ), divulgado ontem.

O indicador para os grandes fabricantes não industriais caiu ligeiramente de 35 para 34, mantendo-se próximo de um recorde. Os economistas esperavam valores de 10 para os fabricantes e 34 para o setor dos serviços.

Um valor positivo indica que os optimistas superam os pessimistas. As perspetivas permaneceram, de um modo geral, inalteradas para os grandes fabricantes e para os não fabricantes. O sentimento também permaneceu praticamente o mesmo para as empresas mais pequenas.

A leitura melhor do que o esperado para o sentimento dos grandes fabricantes é susceptível de dar ao governador do BOJ, Kazuo Ueda, a confiança de que pode manter o debate em torno de um eventual aumento da taxa de juro de referência na agenda, quando o seu conselho se reunir no final do mês.

Este indicador importante tem-se mantido positivo há mais de quatro anos, apoiando o argumento do banco central de que a economia continua a recuperar, com bolsas de fraqueza.

O sentimento empresarial é um indicador-chave para as autoridades, que procuram avaliar se a dinâmica salarial pode ser sustentada.

O banco central do Japão advertiu, na sua última declaração de política económica, que o crescimento pode abrandar, à medida que as políticas comerciais e outras pesem sobre os lucros das empresas. Se as empresas virem as suas margens reduzidas, poderão ter de abrandar o ritmo dos aumentos salariais.

Nos últimos dois anos, as grandes empresas prometeram, durante as negociações salariais anuais, prolongar os aumentos salariais de 5% ou mais, os maiores ganhos em mais de três décadas. Estes ganhos alimentaram as esperanças de um ciclo económico virtuoso, com o aumento da despesa a estimular a inflação induzida pela procura.

É provável que os indicadores relacionados com os preços apontem para expectativas de inflação a longo prazo superiores a 2%. Isto pode reforçar a opinião do BOJ de que a inflação subjacente se está a aproximar do seu objectivo e aumentar as hipóteses de uma subida das taxas em Julho. Lusa