Soldados norte-coreanos atravessaram ontem brevemente a Zona Desmilitarizada (DMZ) que separa as duas Coreias no lado oriental, informou o exército sul-coreano, que respondeu ao incidente disparando tiros para o ar. O incidente ocorreu pelas 17:00 locais, quando “cerca de 10 soldados norte-coreanos atravessaram a linha de demarcação militar na Zona Desmilitarizada na frente oriental”, afirmou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano num comunicado. O exército sul-coreano emitiu uma mensagem de aviso e “disparou tiros de advertência”, o que levou os soldados norte-coreanos a regressar ao Norte, disse o comando, citado pela agência de notícias espanhola EFE. O Estado-Maior acrescentou que as forças armadas sul-coreanas estavam a acompanhar de perto os movimentos do exército norte-coreano “e a tomar as medidas necessárias de acordo com os procedimentos operacionais”. Fontes militares citadas pela agência de notícias sul-coreana Yonhap admitiram que os soldados norte-coreanos atravessaram a zona de demarcação por erro.
Trata-se do primeiro incidente deste tipo desde várias incursões de soldados norte-coreanos em território sul-coreano em junho de 2024. Na altura, ocorrerem três episódios idênticos, com os soldados norte-coreanos a atravessar a zona desmilitarizada e a recuar após terem sido disparados tiros de aviso pelo exército sul-coreano. Os incidentes de 2024 foram atribuídos ao aumento das tensões entre os países vizinhos devido à presença de tropas norte-coreanas em áreas próximas da DMZ para colocar minas, construir barreiras antitanque e reforçar estradas. A Coreia do Sul tem estado em crise política desde que o ex-presidente Yoon Suk-yeol decretou a lei marcial em 3 de Dezembro de 2024, decisão que foi anulada pelo parlamento. Yoon foi detido em 15 de Janeiro sob a acusação de liderar uma insurreição e foi destituído do cargo em abril. A Península da Coreia, no nordeste da Ásia, está dividida entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, que travaram uma guerra entre 1950 e 1953. Pyongyang e Seul continuam tecnicamente em guerra, dado que nunca assinaram um acordo de paz, embora um armistício tenha permitido cessar os combates.











