Leong Wai Man, presidente do Instituto Cultural, defende que Macau tem um “grande mercado” para consumo e audiência cultural, justificando a afirmação com os recordes de participantes nas actividades culturais e de entretenimento do ano passado. Os concertos realizados nas instalações das grandes empresas de turismo e lazer geraram cerca de 1,1 mil milhões de patacas em bilheteira e receitas associadas.
No ano passado, mais de um milhão de pessoas participaram nos concertos de grande escala organizados nas seis grandes empresas de turismo e lazer integrado de Macau, tendo gerado uma bilheteira e receitas associadas de cerca de 1,1 mil milhões de patacas. Os dados estatísticos das autoridades revelam ainda que mais de 2.000 espectáculos de grande escala e mais de 10.000 sessões de actividades artísticas e culturais foram realizados pelo Governo e por empresas privadas em Macau, o que atraiu no total cerca de 20 milhões de participantes.
“É um resultado notável que mostra que Macau tem um grande mercado de consumo e de audiência cultural”, afirmou Leong Wai Man, presidente do Instituto Cultural (IC), acrescentando que a primeira edição do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau será realizada durante as próximas férias do Verão, o que “enriquecerá ainda mais as formas de artes performativas e o turismo cultural em Macau, permitindo que mais pessoas conheçam a diversidade cultural e os encantos da cidade de Macau”.
Leong Wai Man falava na palestra de abertura da terceira edição do Fórum ArtBiz Asia, intitulada “Building Macao into a City of Performing Arts and promoting the Development for Appropriate Economic Diversification”, que decorreu ontem no Venetian Macao.
Citada pelo Jornal Ou Mun, a responsável salientou que a economia das artes do espectáculo se tornou um novo modo de turismo e consumo nos últimos anos, pelo que Macau, bem como outras cidades, avançaram com a ideia de transformar a região numa “cidade de espectáculos” ou “cidade de eventos e festividades”, com o intuito de “transformar o fluxo de visitantes motivado pelas actividades das artes do espectáculo em aumento do consumo cultural e turístico”.
Desse modo, o IC formulou as correspondentes estratégias para as apostas, incluindo a expansão contínua da dimensão e influência dos festivais artísticos, a optimização das instalações de apoio aos espectáculos, o apoio à criação artística local e a promoção do desenvolvimento da cultura e do turismo na Ásia.
Leong Wai Man disse ainda que, até este ano, um total de 30 projectos foram seleccionados como projectos elegíveis ao financiamento pelo Fundo Nacional das Artes. Já o regime de subsídio complementar ao referido plano de financiamento lançado pelo Governo apoiou um total de 11 projectos para serem implementados em Macau. Algumas das obras foram convidadas a actuar em diferentes locais na Grande Baía e nas outras cidades chinesas.
MACAU PREPARA GRANDES EVENTOS PARA MARCAR CIDADE CULTURAL DA ÁSIA ORIENTAL 2025
O Instituto Cultural (IC) está a preparar uma série de grandes eventos internacionais, após a região ter sido nomeada como Cidade Cultural da Ásia Oriental 2025, revelou a responsável do organismo. Leong Wai Man disse que o IC prepara um programa que inclui “grandes paradas e desfiles, festivais de arte, festivais internacionais de música, exposições de arte e eventos desportivos internacionais”, sublinhando que o objectivo é não apenas “reforçar o intercâmbio e cooperação cultural e turístico” na Ásia Oriental, mas também “promover a compreensão mútua entre as civilizações chinesa e estrangeiras”. O Governo de Macau anunciou na segunda-feira a nomeação do território como Cidade Cultural da Ásia Oriental 2025, uma iniciativa conjunta da China, Japão e Coreia do Sul, estabelecida em 2012. A China escolheu, entre seis finalistas, Macau e a cidade de Huzhou.













