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      InícioPolíticaGoverno Central alarga “visto individual” a mais oito cidades chinesas

      Governo Central alarga “visto individual” a mais oito cidades chinesas

       

      A Administração Nacional de Imigração do Governo Central anunciou o alargamento do “visto individual” a mais oito cidades para viajarem a Macau e Hong Kong, cuja nova política vai entrar em vigor a 27 de Maio. O Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, agradeceu ao Governo Central, e disse acreditar que o lançamento da medida vai incentivar ainda mais a visita dos turistas do interior da China a Macau e causar impacto económico na venda a retalho e sector turístico.

       

      Mais oito cidades do interior da China vão juntar-se à lista da emissão de “visto individual” para a deslocação a Macau e Hong Kong, anunciou a Administração Nacional de Imigração no sábado sobre a autorização do Conselho do Estado.

      A nova medida de viagem individual e emissão de visto começará a partir do próximo dia 27 de Maio, abrangendo a cidade de Taiyuan da Província de Shanxi, a cidade de Hohhot da Região Autónoma da Mongólia Interior, a cidade de Harbin da Província de Heilongjiang, a cidade de Lassa da Região Autónoma do Tibete, a cidade de Lanzhou da Província de Gansu, a cidade de Xining da Província de Qinghai, a cidade de Yinchuan da Região Autónoma de Ningxia e a cidade de Urumqi da Região Autónoma Uigur do Sinquião.

      Segundo a publicação da Administração Nacional de Imigração, a emissão de visto inclui uma visita trimestral ou uma visita anual a Macau, não podendo cada estadia exceder 7 dias.

      O Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, em nome do Governo da RAEM, expressou o agradecimento ao Governo Central pelo lançamento de mais medidas que vão beneficiar Macau. Apontou que a oportunidade “será bem aproveitada pelo Governo” para aperfeiçoar, conjuntamente com o sector do turismo, as instalações turísticas e aumentar a capacidade de acolhimento, de forma a apoiar o desenvolvimento económico do território.

      “A quantidade de turistas que estas oito novas cidades abrangem é uma grande motivação, e trará, certamente, forte eficácia económica à venda a retalho e ao sector turístico”, salientou. Ho Iat Seng assegurou ainda que o território empenhar-se-á em impulsionar e em realizar mais eventos internacionais, enriquecendo as convenções e exposições, e os eventos culturais e desportivos, mas também melhorar a capacidade de acolhimento e as medidas de passagem fronteiriça e de trânsito, a fim de receber a chegada de mais turistas e de “criar experiências turísticas diversificadas” para os visitantes.

      Ao saudar as novas medidas, o Chefe do Executivo manifestou ainda expectativas do reforço contínuo do intercâmbio e cooperação bilateral, com a Administração Nacional de Imigração e ministérios competentes, para “criar mais e melhores condições aos visitantes do interior da China”, realçou.

      Num comunicado divulgado no sábado, o Executivo sublinhou que, desde a implementação da política de “visto individual” em 2003, o número de visitantes do interior da China a Macau tem vindo a crescer. “Acredita-se que a presente disposição de estender o “visto individual” a mais oito cidades irá incentivar, bastante, a visita dos turistas do interior da China a Macau, aumentando deste modo o intercâmbio humanístico e o sentimento de identidade das duas regiões, trazendo assim benefícios económicos significativos”, observou.

       

      APLAUSOS DAS AUTORIDADES E SECTOR

       

      A Direcção dos Serviços de Turismo (DST), o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) e o sector do turismo aplaudiram a nova medida pelo seu futuro incentivo à indústria. Além de reforçar a promoção turística, a DST revelou que vai colaborar com o sector para optimizar os recursos turísticos e a capacidade de recepção de Macau, encorajando o sector a continuar a trabalhar para melhorar a qualidade dos produtos e serviços.

      Por sua vez, o IPIM considera que o alargamento do “visto individual” vai ajudar a promover o desenvolvimento da indústria turística, da indústria hoteleira, da indústria de convenções e exposições e de outras indústrias conexas de Macau. “As oito cidades estão relativamente distantes de Macau, espera-se que haja mais oportunidades para os visitantes pernoitarem em Macau durante a viagem, o que lhes permitirá conhecer o desenvolvimento económico local”, destacou.

      Cheung Kin Chung, deputado e presidente da Associação das Agências de Turismo de Macau, disse ao canal chinês da Rádio Macau que a medida é “de grande importância” e enfatizou que as oitos cidades em causa são capitais de províncias com economias desenvolvidas, pelo que está confiante de que que trarão mais “fontes de visitantes de qualidade” a Macau.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau