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      InícioÁsiaSul-coreano detido na Rússia por suspeita de espionagem continuará preso até Junho

      Sul-coreano detido na Rússia por suspeita de espionagem continuará preso até Junho

      Um cidadão sul-coreano detido na Rússia no início deste ano por suspeita de espionagem deverá continuar preso até meados de Junho. Esta é a primeira vez que um sul-coreano é detido por espionagem na Rússia.

       

      Um homem sul-coreano que está detido na Rússia desde o início deste ano por suspeita de espionagem deverá continuar preso até meados de Junho, informou ontem a agência noticiosa estatal russa Tass. Segundo aquela agência noticiosa, esta é a primeira vez que um sul-coreano é detido por espionagem na Rússia.

      Ainda de acordo com a Tass, citada pela agência de notícias norte-americana AP, o homem, identificado pela agência como Baek Won-soon, foi detido “no início do ano”, na cidade de Vladivostok, no extremo leste do país, e foi levado para Moscovo no final de fevereiro. Agora, está na prisão de Lefortovo, onde um tribunal ordenou ontem a prorrogação da sua detenção até 15 de Junho, segundo a Tass.

      A Tass, cita um responsável anónimo das forças da ordem a dizer que o suspeito transmitiu informações, “que constituem segredos de Estado, a serviços secretos estrangeiros”. O caso foi classificado como “ultrassecreto” e não foram divulgados mais pormenores.

      Ao longo do último ano, a Rússia deteve vários cidadãos estrangeiros, acusando-os de terem cometido vários crimes.

      Em Março passado, a Rússia deteve Evan Gershkovich, um repórter do Wall Street Journal, que se estava no país em viagem de negócios, e acusou-o de espionagem. Em outubro, a jornalista russo-americana Alsu Kurmasheva foi detida por não se ter registado como profissional estrangeira e mais tarde a Rússia acusou-a de divulgar “informações falsas” sobre os militares russos.

      No mês passado, a Tass informou que um alemão tinha sido detido e acusado de contrabando de droga. Também em fevereiro, as agências noticiosas estatais russas noticiaram que uma mulher com dupla nacionalidade, russa e americana, identificada como Ksenia Khavana, foi detida sob acusação de traição.

      A Rússia foi anteriormente acusada de acusar cidadãos estrangeiros para os utilizar como moeda de troca para garantir a libertação de prisioneiros russos fora das suas fronteiras. O governo russo negou tais acusações.

      Numa entrevista recente, o Presidente russo, Vladimir Putin, pareceu sugerir que, em troca de Gershkovich, a Rússia está a tentar obter o regresso de Vadim Krasikov, que está a cumprir uma pena de prisão perpétua na Alemanha, depois de ter sido condenado pelo assassinato, em 2019, de Zelimkhan “Tornike” Khangoshvili, um cidadão georgiano de 40 anos de idade, de etnia chechena.

      Gershkovich está também detido na prisão de Lefortovo, famosa pelas suas condições difíceis. A prisão data da era czarista e tem sido um símbolo aterrador de repressão desde os tempos soviéticos. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau