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      Início Ásia Japão suspende ajuda financeira à agência da ONU para os refugiados palestinianos

      Japão suspende ajuda financeira à agência da ONU para os refugiados palestinianos

      O Japão anunciou ontem a suspensão da entrega de financiamento adicional à Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), em resposta ao alegado envolvimento de 12 dos seus funcionários nos ataques de 7 de Outubro contra Israel.

       

      A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros nipónico, Maki Kobayashi, anunciou a decisão e na sequência de idêntica posição já adotada por Estados Unidos, Reino Unido ou Alemanha. “O Japão está extremamente preocupado pelo alegado envolvimento de pessoas da UNRWA no ataque terrorista”, afirmou Kobayashi, citada pela televisão pública NHK. Por esse motivo, o Japão suspende o financiamento “até à realização pela UNRWA de uma investigação e a medidas de resposta a estas acusações”. “O Japão exorta contundentemente a UNRWA a realizar uma investigação completa para adotar as medidas apropriadas”, insistiu a porta-voz.

      O Japão concede cerca de 35 milhões de dólares (32 milhões de euros) anuais para o orçamento da agência, avaliado em 1.100 milhões de dólares (mil milhões de euros). Esta agência, que integra cerca de 30.000 funcionários, fornece ajuda aos palestinianos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia ocupada, mas também aos milhões de refugiados palestinianos instalados desde há décadas nos países vizinhos, em particular na Jordânia, Líbano, Síria e Iraque.

      Pelo menos 11 países, na maioria ocidentais, decidiram suspender o financiamento da agência, uma decisão que Philippe Lazzarini, comissário-geral da Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos no Médio Oriente (UNRWA) considerou “chocante”.

      Lazzarani, através de uma declaração emitida no sábado, também apelou aos países ocidentais que “reconsiderem as suas decisões” e quando a população deslocada da Faixa de Gaza enfrenta o risco de fome generalizada.

      Previamente, Hussein al-Sheikh, secretário-geral da Organização de Libertação da Palestina (OLP), tinha considerado que a decisão “implica enormes riscos políticos e de apoio humanitário”. “Neste período particular e no âmbito da contínua agressão contra o povo palestiniano, necessitamos do máximo apoio desta organização internacional e não o fim do apoio e assistência”, indicou na rede social X, exortando os países a “reverter imediatamente a sua decisão”.

      A Noruega, a Irlanda ou a Turquia já anunciaram que vão prosseguir no apoio financeiro a esta agência da ONU, considerada a mais importante na região.

      O conflito em curso entre Israel e o Hamas, que desde 2007 governa na Faixa de Gaza, foi desencadeado pelo ataque do movimento islamita em território israelita em 7 de Outubro. Nesse dia, 1.140 pessoas foram mortas, na sua maioria civis, mas também perto de 400 militares, segundo os últimos números oficiais israelitas. Cerca de 240 civis e militares foram sequestrados, com Israel a indicar que 127 permanecem na Faixa de Gaza.

      Em retaliação, Israel, que prometeu destruir o movimento islamita palestiniano, bombardeia desde então a Faixa de Gaza, onde, segundo o governo local liderado pelo Hamas, já foram mortas pelo menos 26.400 pessoas – na maioria mulheres, crianças e adolescentes – e feridas mais de 64.000, também maioritariamente civis.

      A ofensiva israelita também tem destruído a maioria das infraestruturas de Gaza e perto de dois milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas, a quase totalidade dos 2,3 milhões de habitantes do enclave, controlado pelo Hamas desde 2007.

      A população da Faixa de Gaza também se confronta com uma crise humanitária sem precedentes, devido ao colapso dos hospitais, o surto de epidemias e escassez de água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade.

      Desde 7 de Outubro, pelo menos 365 palestinianos também já foram mortos pelo Exército israelita e por ataques de colonos na Cisjordânia e Jerusalém Leste, territórios ocupados pelo Estado judaico, para além de se terem registado 5.600 detenções e mais de 3.000 feridos. Lusa

       

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      Redacção do Ponto Final Macau