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      PM japonês come peixe de Fukushima após descargas de águas residuais da central nuclear

      O primeiro-ministro japonês comeu esta quarta-feira sashimi de peixe de Fukushima, num almoço para demonstrar que é seguro consumir o pescado daquela região após lançamento para o oceano das águas residuais radioativas tratadas e diluídas da central nuclear. Fumio Kishida e três ministros comeram sashimi de linguado, polvo e robalo, pescados na costa de Fukushima após a liberação da água, juntamente com legumes, frutas e uma tigela de arroz que foram colhidos na região, divulgou aos jornalistas o ministro da Economia e Indústria, Yasutoshi Nishimura, um dos participantes da refeição. A libertação das águas residuais tratadas no oceano, que começou na semana passada e deverá continuar durante décadas, tem sido fortemente contestada por grupos de pesca e por países vizinhos.

      A China proibiu imediatamente todas as importações de produtos aquáticos de origem japonesa, de forma a “prevenir o risco de contaminação radioativa”. Na Coreia do Sul, milhares de pessoas participaram em manifestações no fim de semana para condenar a descarga. Por outro lado, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) confirmou esta terça-feira que as primeiras descargas de água radioactiva tratada da central nuclear de Fukushima estão em linha com as previsões e sem impacto radiológico na população.

      O almoço governamental mostrou o “forte compromisso de Kishida em assumir a liderança no combate aos danos à reputação, ao mesmo tempo que defende os sentimentos da comunidade piscatória em Fukushima”, frisou Nishimura. O ministro da Economia já tinha visitado uma rede de supermercados de Fukushima na segunda-feira para provar peixes, e Kishida deve visitar o mercado de peixes de Toyosu, em Tóquio, na quinta-feira, também para promover o peixe de Fukushima.

      A descarga de água da central nuclear de Fukushima – que sofreu um acidente em março de 2011, com três dos seus seis reatores a derreterem e a contaminarem as terras nas imediações do complexo após um sismo e um tsunami – tem suscitado receios nos pescadores japoneses. O operador da Fukushima Daiichi, a Tokyo Electric Power Company Holdings (TEPCO), pretende libertar 31.200 toneladas de água tratada até ao final de março de 2024, o que esvaziaria apenas 10 dos cerca de mil tanques de armazenamento, embora o ritmo de descarga deva aumentar mais tarde.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau