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      InícioSociedadeAutoridades reduzem dois testes obrigatórios após a entrada em Macau  

      Autoridades reduzem dois testes obrigatórios após a entrada em Macau  

      Foram ajustadas as medidas de autogestão de saúde de quatro dias após sete dias de quarentena e três dias de autogestão de saúde, bem como reduzidos dois testes de ácido nucleico obrigatórios durante esse período, para quem chega a Macau de países estrangeiros, de Hong Kong e de Taiwan. A nova medida está implementada desde sábado. As autoridades destacaram que poderá haver mais alterações nas medidas caso se verifique que o período de incubação da doença poderá ser ainda mais curto.

       

      O número de testes de ácido nucleico obrigatórios para a entrada no território de pessoas provenientes de países estrangeiros, de Hong Kong e de Taiwan foi reduzido para um total de 10 testes, tendo as autoridades cancelado, desde o passado sábado, dois testes após a quarentena.

      O ajustamento das medidas foi anunciado na sexta-feira pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, que comunicou ainda que a revogação das medidas de “autogestão de saúde” por quatro dias, durante o qual havia a exigência de submissão de dois testes, mantendo-se a obrigatoriedade da observação médica em isolamento centralizado nos hotéis por sete dias e da autogestão de saúde por três dias, ou seja, a política de “7+3”.

      Actualmente, de acordo com as informações das autoridades sanitárias, quem vem destes locais é sujeito a um teste de ácido nucleico logo à entrada em Macau, cinco testes durante a observação médica nos dias 1º, 2º, 3º, 4º e 6º, e quatro testes realizados nos postos comunitários a partir da data do término da quarentena.

      Recorde-se que o Governo da RAEM tem implementada desde Junho a medida antiepidémica de monitorização da própria saúde para quem tenha concluído a observação médica e o período de autogestão de saúde, sendo recomendadas às pessoas a não participar em festas de grande envergadura e recomendadas aprendizagem, ensino e actividades em formato ‘online’.

      Por outro lado, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus ajustou também o período de isolamento centralizado dos indivíduos que tenham obtido resultado positivo no teste de ácido nucleico de Covid-19 aquando da sua entrada em Macau ou durante o período de observação médica de isolamento centralizado, passando do 10.º dia para o 7.º dia, a contar do dia seguinte à data de entrada em Macau, devendo os mesmos serem considerados como casos não transmissíveis.

      É de salientar ainda que com o ajuste da frequência dos testes, os indivíduos que estão em observação médica já podem sair na manhã do 7.º dia da quarentena, uma vez que não precisam de realizar um teste nesse dia e aguardar no quarto o resultado da testagem até ao final da tarde.

       

      FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA

       

      A chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde, Leong Iek Hou, justificou que o ajuste das medidas foi em resposta ao período de incubação da doença, sendo que o da variante Ómicron é de cerca de sete dias.

      Perante alguns estudos médicos que apontam que a Covid-19 está em constante mutação e com um período de incubação a diminuir, a médica destacou que as autoridades também têm realizado o monitoramento relacionado.

      “Se o período de incubação da nova variante for descoberto que é menor no futuro, não descartamos a possibilidade de reduzir o tempo de observação médica. Agora precisamos de recolher mais dados”, sublinhou Leong Iek Hou, em declarações ao Jornal Ou Mun. A médica prosseguiu que “espera que as decisões sejam tomadas com o apoio de dados científicos, de modo a fazer um bom trabalho na prevenção de epidemia, reduzindo a inconveniência aos cidadãos e para lançar mais actividades turísticas e económicas”.

      Os países e regiões vizinhas estão a aliviar as restrições de entrada, sobretudo em relação à quarentena, para voltar a permitir a circulação normal internacional. Hong Kong e Taiwan também já anunciaram o levantamento da obrigação de observação médica, e Leong Iek Hou salientou, entretanto, que os dados de Hong Kong e Taiwan “só podem ser usados como uma referência” para Macau, dado que nos dois locais existe transmissão comunitária, sendo difícil distinguir o tempo certo da infecção dos passageiros testados após a entrada.

      “A situação no Continente é semelhante a Macau, pelo que Macau vai consultar a situação com especialistas do interior da China para avaliar os riscos”, frisou. Além disso, a responsável revelou que já apresentou à secretária um relatório sobre os trabalhos do surto entre Junho e Agosto, bem como uma segunda versão do Plano de resposta de emergência para a situação epidémica da Covid-19 em grande escala.